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Foto: Felipe Henschel/AEN

Parceria entre Paraná e OCDE dará origem a novo relatório sobre avanços dos ODS

Cerca de 150 pessoas participaram da reunião desta sexta, realizada de modo online com técnicos da OCDE e que, por dois dias, realizaram uma série de......

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Por CGN

Foto: Felipe Henschel/AEN

A Superintendência-Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES) finalizou, nesta sexta-feira (13), a série de três reuniões com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para produção do novo relatório sobre a situação do Paraná em relação aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O documento, que será entregue ao Governo do Estado em novembro, terá como foco as relações entre os setores público e privado.

Cerca de 150 pessoas participaram da reunião desta sexta, realizada de modo online com técnicos da OCDE e que, por dois dias, realizaram uma série de entrevistas com a chamada quádrupla hélice, formada por entidades do setor público, empresas privadas, organizações da sociedade civil e academia.

Entre os principais apontamentos elencados pelos participantes da pesquisa estão a familiaridade com os ODS e as políticas de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), ao mesmo tempo em que indicam a necessidade de uma aproximação maior das partes para suas implementações. Outro tópico levantado diz respeito à possibilidade de melhorar a estratégia para promoção de colaborações público-privadas, visando o desenvolvimento sustentável

“Desde 2019, a OCDE vem fazendo várias recomendações e o Estado busca articular e implementá-las de acordo com a nossa realidade. Os últimos três dias tiveram como foco a parceria entre os setores público e privado, a academia e também a sociedade civil. Procuramos sempre trabalhar em quádrupla hélice, ter a opinião de todos para formular a melhor política pública possível”, destacou a superintendente-geral de Desenvolvimento Econômico e Social, Keli Guimarães.

“Em novembro, antes da COP30, a OCDE entregará pessoalmente o novo relatório, voltado à união dos ODS e das práticas ESG, com mais recomendações sobre o que precisamos melhorar, sempre lembrando do potencial que temos de trabalhar com esse tema que é tão sensível ao mundo e envolvem mudanças climáticas, erradicação da pobreza, sustentabilidade, sem nunca esquecer a área social”, acrescentou.

O Paraná incorporou os ODS no Plano Plurianual 2024-2027, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado em 2023. “Todas as secretarias e os municípios já praticam a agenda ODS. O que fizemos foi categorizar essas ações em cima dos objetivos. Hoje temos um BI no qual conseguimos mostrar para os municípios quais as suas dificuldades. Nossa intenção é entregar para a Organização das Nações Unidas o primeiro relatório voluntário do Paraná, mostrando indicadores, dados financeiros e da área social da nossa governança como um todo”, finalizou a superintendente.

“Nesses três dias, a OCDE fez questão de entrevistar a sociedade civil, o setor privado e a academia para perguntar se eles estão dialogando com o governo, se estão sendo envolvidos, uma vez que se trata de uma agenda para todos”, explicou o coordenador de Projetos Internacionais da SGDES, Filipe Braga Farhat. “É o momento também de ouvir críticas e isso é muito bom, pois é a partir delas que a gente constrói as políticas públicas.”

Para ele, o principal desafio apontado é o engajamento junto aos municípios. “Em especial aqueles pequenos, com menor estrutura, menos recurso, e também pequenas empresas. Esse é o grande desafio do mundo todo: como ampliar esse diálogo, ouvir mais quem precisa de apoio e pensar em como o governo pode, de fato, apoiar quem mais precisa”, concluiu Farhat.

PARCERIA – Essa é a terceira cooperação da OCDE com o Paraná. O Estado é o único no País a contar com uma parceria desse tipo com o órgão mundial, que reúne os países mais ricos do globo. Essa nova cooperação tem como foco a análise e recomendações sobre como os ODS podem ser utilizados na colaboração público-privada e como a sustentabilidade e as práticas ESG podem ajudar a estruturar essas parcerias.

Durante a apresentação, o chefe da unidade de Cidades Inteligentes e Sustentáveis da OCDE, Stefano Marta, elogiou o trabalho do Estado para a implementação dos ODS. “O Paraná é extremamente valioso para os ODS. Além de fornecermos análises e recomendações, também aprendemos muito com o trabalho que o Estado vem realizando nestes anos na implementação da Agenda 2030”, afirmou.

“No primeiro relatório, pudemos perceber como os ODS foram usados no Paraná para compreender as disparidades territoriais e também os desafios relacionados à educação, segurança, mudanças climáticas e digitalização”, complementou.

Entre as principais ações destacadas por Stefano está o Selo Clima Paraná, que tem como objetivo reconhecer as boas práticas ESG desenvolvidas pelas organizações paranaenses, bem como acompanhar os resultados do monitoramento e medidas de mitigação de gases de efeito estufa. O papel dos bancos de desenvolvimento também é importante nesse processo, como o crédito fornecido pela Fomento Paraná para negócios liderados por mulheres, indo ao encontro do ODS 5, de igualdade de gênero.

“Foi muito interessante perceber o alinhamento do planejamento e das ferramentas de alocação orçamentária com os ODS, que inclusive foi reconhecido como uma das boas práticas na nossa base de ferramentas, quando aplicamos a abordagem territorial para os objetivos”, complementou.

PARANÁ NO MUNDO – O Paraná é o primeiro Estado brasileiro a fazer parte do Programa da OCDE, em conjunto com outras nove regiões e cidades de outros países, ainda em 2019. Todos os municípios paranaenses já possuem compromissos com os ODS e estão se envolvendo com ações voltadas aos ODS da Agenda 2030, colocando o Paraná em uma situação privilegiada e servindo de modelo para o mundo.

Fonte: AEN

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