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Lula defende que ONU assuma parte de financiamento de missão de segurança no Haiti

A declaração se deu na abertura da reunião da Cúpula Brasil-Caribe, no Itamaraty. Lula recebe chefes de Estado e representantes de 12 países da região....

Publicado em

Por Agência Estado

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta sexta-feira, 13, que a Organização das Nações Unidas (ONU) assuma ao menos parte do financiamento da missão multinacional de segurança no Haiti. Também criticou outros países por agir com “abandono e indiferença” com os haitianos.

A declaração se deu na abertura da reunião da Cúpula Brasil-Caribe, no Itamaraty. Lula recebe chefes de Estado e representantes de 12 países da região.

“Em minha recente visita à França, afirmei em diferentes ocasiões que o Haiti não pode ser punido eternamente por ter sido o primeiro país das Américas a se tornar independente. Se ontem a punição veio sob forma de indenizações injustas e ingerência externa, hoje se reflete em postura de abandono e indiferença”, afirmou o presidente brasileiro.

E cobrou: “É preciso que a comunidade internacional se engaje em prol de um plano nacional de desenvolvimento para o país. O Brasil apoia que a ONU assuma parte do financiamento da missão multinacional de segurança ou a converta em uma operação de paz. A Polícia Federal brasileira vai iniciar nos próximos meses o treinamento que oferecerá a 400 membros da polícia nacional haitiana.”

O presidente citou que o lema da reunião é “Aproximar para Unir” e que ele vem do discurso que fez na Cúpula Brasil-Caricom em 2010. Segundo ele, 15 anos depois, esse lema se mantém atual e “traduz um desafio inacabado”. “Ao longo desse período, nossa relação oscilou entre momentos de avanço, estagnação e retrocesso. Nosso intercâmbio comercial diminuiu 30% desde então. Tínhamos um fluxo de mais de US$ 6 bilhões que agora gravita em torno de US$ 4 bilhões”, declarou.

Lula voltou a repetir que os países ricos precisam pagar os países em desenvolvimento, principalmente por causa da agenda climática. Segundo ele, “cabe aos países ricos fazerem frente às suas responsabilidades para que o Sul Global possa avançar em ritmo compatível com suas circunstâncias”.

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