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Justiça por Davi: Advogado revela falhas no caso de bebê que morreu no HUOP

Alisson Silveira, que atua como assistente de acusação, detalhou as dificuldades enfrentadas na obtenção do prontuário do hospital, que ainda não foi entregue. Segundo ele, a...

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Por Fábio Wronski

Na manhã desta quarta-feira (11), o advogado Alisson Silveira Da Luz convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre o triste caso do pequeno Davi, que faleceu no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). O bebê nasceu aparentemente sem vida, no hospital, sem chorar, e foi imediatamente levado pela equipe médica. Os familiares foram informados de que Davi precisou ser entubado devido à falta de oxigenação cerebral, uma situação que a família acredita ter sido agravada pela demora no parto e por possíveis negligências no atendimento.

Alisson Silveira, que atua como assistente de acusação, detalhou as dificuldades enfrentadas na obtenção do prontuário do hospital, que ainda não foi entregue. Segundo ele, a polícia civil solicitou o documento com urgência, mas até o momento, o hospital não o disponibilizou. Ele destacou a gravidade do caso, que tem causado pânico na cidade de Cascavel, especialmente entre as mães que frequentam o HUOP para partos.

“Afinal de contas, quantas mães diariamente frequentam e têm partos naquele hospital. Se foi verificado, se vai ser verificado culpa ou não, isso o inquérito vai dizer e a gente vai acompanhar atentamente”

O advogado também comentou sobre a médica responsável pelo parto, que havia sido afastada após denúncias, mas voltou a atuar devido a uma decisão judicial. Ele questionou a validade dessa decisão, já que a profissional só estava no hospital por determinação judicial, e ressaltou que residentes já haviam denunciado problemas relacionados à médica há algum tempo. A família confirmou que houve erro médico, e a defesa se comprometeu a impedir que essa profissional realize novas cirurgias na cidade, se possível.

“Veja que ela só estava naquele dia fazendo aquele plantão por conta de uma decisão judicial. Uma decisão judicial que no primeiro momento até a gente acha duvidoso”

Além disso, Alisson destacou que o processo administrativo contra a médica ainda não foi concluído, e que o inquérito policial deverá investigar as razões de sua presença no dia do parto, além de possíveis falhas no atendimento. Ele também mencionou o grande volume de casos de erro médico em Cascavel, que tem sobrecarregado a polícia civil, que tenta obter os prontuários com urgência.

“Existe um cartório específico para isso, conversei com a investigadora responsável e apesar desse volume grande de trabalho, elas já estão fazendo essa cobrança do HU.”

O advogado apontou ainda que o hospital cometeu erros básicos, como a identificação incorreta da idade gestacional do bebê, que foi registrada como 38 semanas, enquanto o acompanhamento pré-natal indicava 41 semanas. Ele reforçou que a situação poderia ter sido resolvida com uma intervenção de emergência, mas que, por descuido, o parto foi adiado, resultando na tragédia.

“Por conta de várias situações, inclusive o afastamento da médica no momento do próprio nascimento. Na hora H que estava nascendo ali, a médica se afasta, existe inclusive o acompanhamento de residentes naquele momento ali, mas a gente se pergunta, a médica efetiva que deveria estar ali, não estava naquele momento do nascimento. São coisas que devem ser averiguadas, vão ter que ser investigadas.”

Por fim, Alisson expressou sua esperança de que a justiça seja feita, não só para Davi, mas para outras crianças que possam estar em risco. Ele afirmou que a assistência à acusação fará tudo ao seu alcance para esclarecer os fatos e garantir que responsáveis sejam responsabilizados. Ele também reforçou que, do seu ponto de vista, a médica envolvida não deve mais atuar nos hospitais de Cascavel.

“Eu gostaria de enfatizar que a assistência à acusação vai fazer o possível e o impossível. Vai esclarecer a situação e, principalmente, trazer justiça a essa família. E, do que depender da assistência à acusação, essa médica não coloca mais os pés nos hospitais aqui em Cascavel.”

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