Tribunal do Júri de Wenceslau Braz condena a 21 anos de prisão homem denunciado pelo MPPR por causar morte de pessoa que tentava separar briga

Segundo a denúncia, na data dos crimes, o agressor invadiu uma residência, onde um grupo de pessoas, incluindo mulheres e crianças, participavam de um churrasco. Armado......

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Por Ministério Público do Paraná

O Tribunal do Júri de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro do estado, condenou a 21 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, ao causar a morte de um conhecido (vítima real) que tentava impedir que executasse seu desafeto (vítima virtual). O crime ocorreu no dia 7 de abril de 2024, na Vila Formosa.

Segundo a denúncia, na data dos crimes, o agressor invadiu uma residência, onde um grupo de pessoas, incluindo mulheres e crianças, participavam de um churrasco. Armado com uma faca, ele pulou o muro da residência e partiu para cima de seu desafeto (vítima virtual) e ambos entraram em luta corporal. Na tentativa de conter o agressor, uma terceira pessoa (vítima real) se aproximou e foi atingida na parte posterior da coxa por uma facada. O golpe atingiu a artéria femoral e causou a morte praticamente imediata da vítima.

Na denúncia, o MPPR sustentou que o crime foi cometido por motivo fútil, já que o denunciado não admitia que sua ex-mulher (de quem estava separado há seis anos) mantivesse um relacionamento amoroso. Também defendeu que o agressor usou recurso que dificultou a defesa da vítima, ao agir de surpresa, invadindo a residência ao pular o muro, munido de uma faca. O conselho de sentença acolheu as teses e condenou o homem nos termos da denúncia.

O júri, que durou 22 horas consecutivas, foi realizado na última quinta-feira, 5 de junho. A família da vítima fatal esteve em plenário durante as 22 horas para aguardar o veredito final. O réu, que já estava preso, foi mantido na prisão para iniciar o cumprimento da pena.

Processo 0000732-77.2024.8.16.0176
 

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Fonte: MPPR

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