CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Uber: Reconhecer vínculo de trabalhadores aumentaria carga tributária de apps em R$ 10,3 bi

O estudo foi feito pela Ecoa Consultoria Econômica para os escritórios Mattos Filho e Caputo Batos, que representam a empresa no processo sobre a existência de...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Um estudo apresentado pela defesa da Uber ao Supremo Tribunal Federal (STF) estima que o reconhecimento do vínculo empregatício de trabalhadores de aplicativo com as plataformas digitais aumentaria o ônus tributário dessas empresas de R$ 2,1 bilhões para R$ 12,4 bilhões ao ano, um aumento de R$ 10,3 bilhões. “As empresas ainda teriam que lidar com os custos de adaptação referente ao novo modelo, os quais foram estimados em R$ 1,03 bilhão por ano no caso dos motoristas”, diz o documento protocolado na Corte na última terça-feira, 3.

O estudo foi feito pela Ecoa Consultoria Econômica para os escritórios Mattos Filho e Caputo Batos, que representam a empresa no processo sobre a existência de vínculo empregatício de motoristas de aplicativo. A Uber argumenta que o enquadramento dos motoristas autônomos como empregados formais iria impactar os preços finais dos serviços.

Segundo a consultoria, a contratação formal dos motoristas poderia causar a redução de 52% dos postos ocupacionais (de 1,7 milhão para 816 mil postos), aumento de até 33,6% no preço da corrida e redução da massa de renda dos motoristas em até 30% (R$ 16,3 bilhões). Além disso, os custos com benefícios salariais chegariam a cerca de 111% do rendimento líquido dos profissionais, de acordo com o estudo.

“A reclassificação do motorista parceiro, atualmente enquadrado por lei como trabalhador autônomo, para a categoria de empregado representaria aumento de custo para as empresas de tecnologia e, via de consequência, uma pressão sobre os preços finais dos serviços afetados, impactando negativamente a demanda e, portanto, o retorno econômico potencial com a prestação de serviços”, diz o documento enviado ao Supremo.

A Corte vai discutir o tema por meio de um recurso da Uber contra decisão da Justiça do Trabalho que entendeu que a relação de um motorista com a plataforma cumpria os requisitos da CLT para o reconhecimento do vínculo de emprego. No ano passado, o Supremo reconheceu a repercussão geral do tema, ou seja, o que for decidido no julgamento afetará todos os processos semelhantes na Justiça. Na ocasião, a Uber informou que haviam 10 mil ações na Justiça discutindo a existência de vínculo com a empresa.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) alertou a Corte em 2023 sobre o risco à Previdência Social com o avanço da chamada “pejotização”. O fenômeno ocorre quando uma pessoa jurídica é criada para afastar a relação formal de emprego e, consequentemente, a incidência de tributos e da lei trabalhista. “Tal artifício aniquilaria o dever que vincula profissionais liberais qualificados ao pagamento de imposto de renda, (…) e desfalcaria o caixa da Previdência Social, afastando-se da incidência da contribuição social patronal”, disse a PGFN.

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2023, somente 23% dos motoristas e entregadores de aplicativo contribuem para o INSS. A falta de contribuição deixa os trabalhadores sem cobertura previdenciária em caso de acidente ou doença.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN