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Vereadores discutem sobre advocacia criminal em sessão da Câmara de Cascavel

A discussão começou quando o vereador Serginho Ribeiro, em sua fala, criticou duramente o papel dos advogados que defendem criminosos. ...

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Por Silmara Santos

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Vereadores discutem sobre advocacia criminal em sessão da Câmara de Cascavel

Em uma das sessões mais acaloradas da Câmara de Vereadores de Cascavel, ocorrida nessa terça-feira (04), os vereadores Serginho Ribeiro (PSD) e Doutor Lauri (MDB) protagonizaram um embate direto durante a votação da moção 43 de 2024. O debate, que aparentemente se desviou do tema principal da moção, acabou se transformando numa ampla discussão sobre o papel dos advogados na sociedade e na justiça brasileira.

A discussão começou quando o vereador Serginho Ribeiro, em sua fala, criticou duramente o papel dos advogados que defendem criminosos.

“Se nós vamos dar repúdio, temos que dar repúdio a quantos? A STF e tantos outros que cada um não, entendeu, o nosso repúdio pessoal, a gente daria qualquer repúdio a um monte de atrocidades, inclusive advogados que retiram marginais e bandidos, que fizeram um monte de coisa errada”.

Serginho Ribeiro

O vereador Doutor Lauri, que também é advogado, rebateu as críticas de Ribeiro segurando o livro da Constituição em mãos.

“Estamos aqui em uma casa de leis, na condição de ser imperada, o senhor ofende a minha pessoalidade, quando o senhor fala disso, respeito a sua opinião, mas discordo totalmente, não se aplica a lei que senha o advogado, o advogado é indispensável à administração da justiça. Todas as pessoas, nós não defendemos o crime, nós defendemos as pessoas, e isso, no Estado Democrático de Direito, tem que existir”.

DR Lauri

Em resposta, Serginho Ribeiro reafirmou sua posição, mas fez questão de ressaltar seu respeito pelos advogados.

“O que acontece é nessa situação de defesa dos marginais e bandidos, que infelizmente tem que ter defesa, mas nós entendemos que nós não concordamos, porque foram atrocidades cometidas”, finalizou Ribeiro.

Moção

A Câmara Municipal de Cascavel, no Paraná, aprovou uma Moção de Repúdio contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel), em resposta às frequentes falhas no fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras da área rural do município. A moção, proposta por um grupo de dez vereadores de diferentes partidos, foi aprovada por 14 votos a 6.

A moção nº 43 de 2024, votada em turno único, foi apresentada pelos vereadores Antonio Marcos (PSD), Bia Alcantara (PT), Cleverson Sibulski (União Brasil), Dr. Lauri (MDB), Edson Souza (MDB), Everton Guimarães (PMB), Fão do Bolsonaro (PL), João Diego (Republicanos), Rondinelle Batista (Novo) e Valdecir Alcantara (PP). A votação contou com a presença de 21 parlamentares.

A moção foi embasada pelos artigos 157 e 158 do Regimento Interno da Casa de Leis, que permitem a apresentação de moções de repúdio após deliberação legislativa. A Copel, principal empresa de energia do estado, tem sido alvo de críticas devido às constantes interrupções no fornecimento de energia, especialmente nas áreas rurais de Cascavel.

Votaram a favor da moção os vereadores Antonio Marcos, Bia Alcantara, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Dr. Lauri, Edson Souza, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, João Diego, Mauri Schaffer, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Valdecir Alcântara e Xavier. Já os vereadores Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Hudson Moreschi, Policial Madril e Serginho Ribeiro votaram contra.

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