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Comércio exterior no PIB não teve muito efeito de tarifaço do Trump, avalia IBGE

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“Se interferiu foi muito pouco”, disse Palis.

Por Agência Estado

O tarifaço promovido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não impactou o desempenho do comércio exterior brasileiro contabilizado no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano, avaliou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Se interferiu foi muito pouco”, disse Palis. “Não teve muito efeito disso não. O Brasil não vai ser tão afetado quanto outros países. Se tiver efeito na economia mundial, a gente vai ser afetado não só pelo comércio de bens e serviços, mas aqui (no primeiro trimestre) a gente não viu efeito importante disso não.”

Quanto ao setor externo no PIB, as exportações cresceram 2,9% no primeiro trimestre de 2025 ate o quarto trimestre de 2024, enquanto as importações subiram 5,9%.

“A exportação foi negativamente afetada pela queda na extração da extrativa mineral, a exportação de óleo e gás está subindo”, disse Palis.

Segundo a pesquisadora, as exportações devem ser maiores no segundo trimestre, com ajuda da agropecuária. Parte do aumento da produção da agropecuária visto no primeiro trimestre resultou em aumento dos estoques, o que deve se reverter em breve em vendas externas.

“A variação de estoque neste primeiro trimestre foi mais alta, muito por conta dessa variação da agropecuária. Parte disso é porque a agropecuária ainda não exportou”, contou Palis. “Quando tem uma variação muito alta na agropecuária, é normal ter variação de estoque. Provavelmente no segundo trimestre vai ter exportação maior (e estoque menor).”

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