
Lideranças afrodescendentes pedem mais participação na COP30
Lideranças afrodescendentes de 16 países apresentaram nesta quinta-feira (29) uma carta de reivindicações à presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), por......
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Por CGN
Lideranças afrodescendentes de 16 países apresentaram nesta quinta-feira (29) uma carta de reivindicações à presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), por mais participação nos espaços de negociação global.
De acordo com as entidades integrantes da Coalizão Internacional de Organizações para a Defesa, Conservação e Proteção dos Territórios, do Meio Ambiente, Uso da Terra e Mudança Climática dos Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe (Citafro), o pedido representa mais de 180 milhões de afrodescentes.
“Para nós, é muito importante esse espaço e o reconhecimento da importância dos afrodescendentes na preservação e na contribuição de ser a balança desse equilíbrio para questões climáticas. Nós, quilombolas, somos mais de 8.441 comunidades no Brasil. Estamos em todos os biomas”, reforça o coordenador executivo da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Contaq), Biko Rodrigues.
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O documento também requer a inclusão dos povos afrodescendentes nos relatórios síntese das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês).
A carta foi entregue, em Brasília, ao presidente designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na cerimônia de instalação da Comissão Internacional de Comunidades Tradicionais, Afrodescendentes e Agricultores Familiares no Círculo dos Povos para a conferência.
O grupo integra uma estrutura maior para a realização da conferência que envolve três outros círculos para auxiliar a presidência na mobilização e combate à mudança do clima.
Para o presidente designado da COP30, um dos grandes desafios das negociações de mudança do clima é a participação apenas de representantes oficiais dos países.
De acordo com Corrêa do Lago, por essa razão, a atuação de uma coalizão ganha maior importância nos trabalhos prévios de preparação desses representantes, da mesma forma como ocorreu na COP16 da biodiversidade.
“Contem com a minha imensa simpatia, entusiasmo e emoção nessa operação e, por favor, cobrem de mim. Podem me encher a paciência, porque esse assunto merece a maior atenção”, afirmou o embaixador.
Fonte: Agência Brasil
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