
Maioria dos paranaenses reprova governo Lula; Ratinho e Bolsonaro lideram corrida de 2026
Em cenário enfrentando Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Lula, Ratinho Junior aparece com 45,2% das intenções de votos dos paranaenses...
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Por Redação CGN

Num país onde as divisões políticas cortam famílias, amizades e até mesmo silêncios nas filas do mercado, uma pesquisa de opinião divulgada hoje (29) traz dados que ecoam o que já se escuta nas conversas ao pé do ouvido. Segundo levantamento realizado, entre 17 e 21 de maio de 2025 com 1550 eleitores pelo Instituto Paraná Pesquisas, 67,4% dos eleitores do Paraná desaprovam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto apenas 29% afirmam aprová-la. Esse dado, embora possa parecer mais um número entre tantos, revela muito sobre o desalento e as esperanças fragmentadas de uma parcela significativa da população.
Mais que uma estatística, a desaprovação majoritária revela um cansaço cívico, uma sensação de que os ciclos políticos repetem promessas sem cumprir transformações. O ser humano, tão hábil em sobreviver às adversidades, às vezes tropeça no peso da frustração quando não vê refletida, nas altas esferas do poder, a realidade das calçadas por onde caminha. A política, que deveria ser instrumento de transformação, parece frequentemente ser percebida como um espetáculo distante.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, apenas 25,9% aprovam o governo federal, enquanto 68,4% o desaprovam. Já entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, o cenário se suaviza: 37% aprovam e 59,6% desaprovam. Essa diferença etária talvez revele também diferentes formas de acreditar — ou desacreditar. Os mais jovens, que cresceram em tempos de redes sociais e velocidade digital, buscam respostas rápidas e visíveis. Já os mais velhos, que viveram tantos ciclos, talvez enxerguem na paciência uma forma de resistência.
A escolaridade também marca diferenças relevantes. Entre os que possuem ensino superior, apenas 22,8% aprovam Lula, e 75,1% o desaprovam. Já entre aqueles com ensino fundamental apenas, o índice de aprovação sobe para 35,1%, com 60,7% de desaprovação. Esses dados sugerem que a percepção sobre o governo é atravessada não apenas por ideologia, mas também por experiências concretas com políticas públicas — ou a ausência delas.
Eleição presidencial de 2026
Nos cenários simulados para a eleição presidencial de 2026, o favoritismo recai sobre figuras já conhecidas no estado. Quando perguntados de forma espontânea, 15,2% dos eleitores mencionaram Jair Bolsonaro, seguido por 9,5% que citaram Lula e 5,4% que indicaram Ratinho Junior. Um número expressivo, 60,9%, não soube ou preferiu não opinar.
Nos cenários estimulados, Ratinho Junior aparece em destaque. No primeiro, com Jair Bolsonaro incluído, ele tem 32,1% das intenções de voto, praticamente empatado com Bolsonaro (33,4%) e à frente de Lula, que registra 17,8%. Já em um segundo cenário, sem Bolsonaro, Ratinho salta para 42,1%, enquanto Michelle Bolsonaro entra com 20%, e Lula mantém 17,9%. Num terceiro cenário, com Tarcísio de Freitas, Ratinho aparece com 45,2% das intenções, Lula com 18,4% e Tarcísio com 15,7%.
A pesquisa não traz depoimentos, mas os números falam por si. Eles sugerem o que já se vê nos semblantes das ruas: um povo dividido, ora esperançoso, ora exausto. Em meio a essa pluralidade de sentimentos, o que permanece é a urgência de escuta. De governos que escutem seus cidadãos, mas também de cidadãos que escutem uns aos outros. Não para concordar, necessariamente. Mas para lembrar que por trás de cada opinião existe uma vivência, uma dor, uma expectativa.
Talvez não haja respostas fáceis, nem conciliações rápidas. Mas há beleza na persistência daqueles que continuam acreditando, votando, participando. Há potência na crítica feita com esperança e coragem. Porque, mesmo quando a política desaponta, é na coletividade que mora a possibilidade de mudança — ainda que ela caminhe devagar.
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