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Foco de gripe aviária é confirmado em Minas Gerais  

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O decreto, válido por 180 dias, estabelece que as medidas de monitoramento, ações preventivas e análise de riscos da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) serão realizadas em cooperação com o setor privado e o poder público, seguindo as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária e os protocolos sanitários da legislação vigente.
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Foto: O Tempo.

Por Silmara Santos

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Minas Gerais confirmou na terça-feira (27) um foco de gripe aviária, identificado em três aves ornamentais em um sítio de Mateus Leme, região metropolitana de Belo Horizonte. A descoberta levou o governador Romeu Zema (Novo) a decretar emergência sanitária, conforme publicação em edição especial do Diário Oficial.

O decreto, válido por 180 dias, estabelece que as medidas de monitoramento, ações preventivas e análise de riscos da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) serão realizadas em cooperação com o setor privado e o poder público, seguindo as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária e os protocolos sanitários da legislação vigente.

O vice-governador, Mateus Simões (Novo), explicou que o contágio ocorreu pela passagem de aves migratórias e assegurou que todas as providências estão sendo tomadas, sem risco para o consumo de carne ou ovos.

O prefeito de Mateus Leme, Renílton Coelho (Republicanos), informou que o vírus foi identificado além do cisne negro, em dois gansos. A suspeita surgiu em 16 de maio, quando os animais foram encontrados mortos e encaminhados para exames laboratoriais. Agora, o Executivo municipal monitora os humanos que podem ter tido contato com os animais infectados.

O governo de Minas Gerais garantiu que a transmissão das aves para humanos não é comum, mas pode ocorrer em pessoas expostas a uma grande carga viral ou com baixa imunidade. Ressaltou ainda que a Influenza Aviária não é transmitida pelos alimentos, desde que sejam bem cozidos.

A Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) reforçou que não há risco de contaminação pelo consumo de carne de frango e ovos, e que o preparo correto é o principal fator de segurança alimentar.

O Brasil é o maior exportador de carnes de frango do mundo, e a doença pode impactar significativamente a economia. Um estudo da Fundação João Pinheiro (FJP) estimou que Minas Gerais pode perder quase R$ 1 bilhão em receitas com a queda nas exportações de carnes de frango devido ao foco de gripe aviária identificado no Rio Grande do Sul.

Com informações de O Tempo.

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