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Quatro mortes são registradas em UPAs do DF em duas semanas

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As vítimas procuraram atendimento por diferentes motivos
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Foto: Metrópoles

Por Silmara Santos

Atualizado em

Quatro mortes foram registradas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal nas últimas duas semanas, levantando questionamentos sobre a qualidade e eficiência do atendimento prestado nessas unidades. As vítimas, que procuraram atendimento por diferentes motivos, não resistiram e morreram em circunstâncias que, segundo familiares, poderiam ter sido evitadas.

O caso mais recente ocorreu em Planaltina, onde uma mulher de identidade não revelada, que aguardava há três dias por uma ambulância para realizar um exame específico, foi intubada e morreu. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), a paciente já estava em estado grave quando chegou à UPA e sofreu oito paradas cardiorrespiratórias antes de falecer.

Outro caso aconteceu em Sobradinho, onde Flávia Rocha, de 38 anos, morreu após ter recebido alta com fortes dores abdominais. Ela retornou à UPA horas depois, com o quadro agravado, e não resistiu. O Iges-DF informou que a paciente deixou a unidade hospitalar por decisão própria antes do retorno para reavaliação.

Aroldo Souza Castro, 44 anos, também procurou atendimento na UPA de Sobradinho 2 com sintomas de acidente vascular cerebral (AVC). Apesar de ter sido atendido rapidamente, Aroldo passou mal após ser medicado e morreu. O Iges-DF informou que o paciente foi atendido em menos de 10 minutos e transferido imediatamente para a sala vermelha após apresentar uma “intercorrência clínica súbita”.

Em Gama, um homem de nacionalidade inglesa, de 69 anos, morreu após ter sido atendido e receber alta no mesmo dia. Ele retornou à UPA com dores e acabou falecendo. A UPA registrava, naquele momento, superlotação, com todas as salas operando acima da capacidade prevista.

Esses casos levantam preocupações sobre a eficiência do atendimento nas UPAs do Distrito Federal e a necessidade de melhorias para garantir a saúde e a vida dos pacientes. O Iges-DF afirmou que todos os esforços foram feitos para garantir assistência a cada caso.

Com informações Metrópoles.

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