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Ibovespa cai com aumento de IOF e em meio a novas ameças de tarifas dos EUA

Apesar do recuo nos rendimentos dos Treasuries, os juros futuros e o dólar avança, reforçando a cautela dos agentes com o fiscal. Nos EUA, o mercado...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Ibovespa cai na sessão desta sexta-feira, 23, mas o recuo é inferior ao registrado nos índices de ações internacionais e no declínio de 1,24% do minério de ferro hoje em Dalian. A queda do principal indicador da B3 reflete o aumento das incertezas fiscais no Brasil mesmo após o governo ter recuado ontem na decisão de aplicar alíquota de 3,5% em fundos de investimento no exterior

Apesar do recuo nos rendimentos dos Treasuries, os juros futuros e o dólar avança, reforçando a cautela dos agentes com o fiscal. Nos EUA, o mercado de títulos fecha mais cedo hoje devido ao feriado na segunda-feira pelo Memorial Day.

No Brasil, seis horas depois de divulgar o aumento do IOF para uma série de transações, o Ministério da Fazenda recuou na ideia de taxar fundos nacionais no exterior. “Um recuo por mais que seja bom, o estrago já foi feito. As impressões que ficam são bem negativas. Não tem como apagar a mácula que foi criada”, afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Em meio ao incômodo dos mercados, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista nesta manhã em São Paulo, para tentar atenuar o mau humor dos investidores da véspera. Conforme Spiess, o governo conseguiu ofuscar a possibilidade de efeito positivo de uma notícia que poderia agradar, ao anunciar um contingenciamento maior do que os R$ bilhões previstos pelo mercado.

Direto de seu gabinete em São Paulo, disse que não considera exagerada a má reação do mercado financeiro ao anúncio de mudanças no IOF. Também para ele, o aumento não indica que o governo federal busca fazer um ajuste fiscal apenas pelo lado das receitas.

A medida tem um impacto arrecadatório de cerca de R$ 20 bilhões, de acordo com a pasta. Também comentou sobre as especulações envolvendo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a respeito das medidas. “Voltar atrás é muito positivo”, diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

“Na minha visão, mostrou que voltará atrás em pautas sensíveis como investimentos de fundo nos mercados internacionais, o que dá a entender que podem mexer mais se necessário”, reforça Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos.

Ontem, o governo anunciou contenção de R$ 31,3 bilhões em despesas do Orçamento para tentar cumprir a meta de déficit fiscal zero prevista para o ano. Porém, acabou ficando em segundo plano, pois na sequência foi anunciado aumento do IOF para uma série de operações, como no crédito para empresas, cartão de crédito internacional e previdência privada. A medida, para reforçar os cofres públicos, já entra em vigor nesta sexta-feira.

Além de o assunto gerar preocupações fiscais nos mercados, os investidores ainda se deparam com o mau humor externo diante do acirramento da disputa comercial norte-americana.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recomendou que uma tarifa fixa de 50% seja aplicada contra a União Europeia (UE) a partir de 1º de junho. O republicano ainda ameaçou impor tarifas à Apple se a gigante de tecnologia americana continuar fabricando iPhones em outros países fora dos EUA.

Ontem, o Ibovespa fechou com queda de 0,44%, aos 137.272,59 pontos. Na semana, agora, cede quase 2,00%.

Às 11h40 desta sexta, o Índice Bovespa recuava 0,28%, aos 136.894,90 pontos, mais perto da máxima de 137.272,59 pontos (variação zero) do que da mínima aos 134.997,30 pontos (-1,66%).

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