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Dona de creche clandestina onde bebê morreu fala em ‘fatalidade’ e nega negligência

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A cuidadora, que estava com o bebê sob seus cuidados há cerca de uma semana, relatou que o menino chegou naquele dia por volta das 8h30 sem ter mamado.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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A mulher que estava cuidando do bebê de quatro meses que morreu engasgado em uma creche clandestina de Curitiba, em um caso que chocou a cidade, falou à imprensa na última quarta-feira (21), classificando a situação como uma “fatalidade” e negando qualquer tipo de negligência. A responsável, que preferiu não se identificar, esclareceu que não era proprietária de uma creche, mas que cuidava de crianças em sua casa para auxiliar as mães da região.

A cuidadora, que estava com o bebê sob seus cuidados há cerca de uma semana, relatou que o menino chegou naquele dia por volta das 8h30 sem ter mamado. Ela deu a mamadeira, esperou que o bebê arrotasse, o ninou e o colocou para dormir no quarto. A cada dez minutos, ela verificava a criança. Foi durante o preparo do almoço, ao retornar ao quarto, que percebeu o bebê com a boca roxa e sem reação.

Em uma coletiva de imprensa marcada pela emoção, a mulher negou qualquer tipo de maus-tratos, afirmando que nunca ocorreu um incidente semelhante com outras crianças sob seus cuidados. Ela também revelou que, segundo a mãe do bebê, a criança havia enfrentado um quadro grave de bronquiolite recentemente.

A responsável pelo local admitiu que a situação do espaço era irregular. Ela afirmou que foi orientada pela Vigilância Sanitária, há cerca de dois anos, a não cuidar de crianças. “Eles disseram que eu só poderia cuidar dos meus filhos. Pegaram meu CPF e não voltaram mais”, contou. Ela mencionou ainda que, no final de 2024, o Conselho Tutelar esteve no local e encontrou seis crianças.

A defesa da mulher alegou que o Conselho Tutelar não encontrou qualquer indício de abuso ou negligência. “As crianças estavam bem cuidadas, alimentadas e apresentavam bom estado geral, razão pela qual não houve qualquer medida ou sanção”, afirmou o advogado Junior Ribeiro.

A Prefeitura de Curitiba confirmou que a Vigilância Sanitária visitou o espaço, mas destacou que foi apenas para fazer orientações e não identificou crianças no local naquele momento.

A mulher, que exerceu a atividade por mais de dez anos, anunciou que não vai mais continuar com a atividade. “Minha imagem já acabou”, lamentou.

As informações são da Banda B.

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