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20.05.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da XXVI Marcha a Brasília em defesa dos Municípios (CNM), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Na foto (da esquerda para a direita): Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre. Brasília - DF. / Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula é vaiado durante abertura da Marcha dos Prefeitos em Brasília; clima tenso marca discurso

Segundo relato da reportagem, o presidente foi vaiado inicialmente ao ser anunciado para subir ao palco. Embora também tenha recebido aplausos, as vaias se destacaram. Ministros...

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Por Redação CGN

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Presidente Lula é vaiado durante abertura da Marcha dos Prefeitos em Brasília; clima tenso marca discurso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou vaias em pelo menos três momentos durante sua participação, na manhã desta segunda-feira (20), na abertura da 25ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, principal evento de mobilização de prefeitos realizado anualmente pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). As manifestações hostis ocorreram mesmo diante da presença de ministros e aliados no palco, evidenciando um ambiente de tensão entre o governo federal e lideranças municipais. As informações são do portal UOL.

Segundo relato da reportagem, o presidente foi vaiado inicialmente ao ser anunciado para subir ao palco. Embora também tenha recebido aplausos, as vaias se destacaram. Ministros presentes chegaram a demonstrar incômodo com as manifestações e sugeriram repressão aos protestos, mas Lula optou por ignorar os gritos.

As manifestações de desagrado se repetiram quando o presidente foi chamado para iniciar seu discurso. Lula fez uma pausa, aguardou em silêncio, mas não fez menção direta às vaias. Já ao final de sua fala, novos protestos voltaram a ser ouvidos enquanto ele agradecia aos presentes. Durante a apresentação, houve ainda algumas interrupções pontuais por parte do público.

Essa não foi a primeira vez que o presidente enfrentou rejeição no evento: em 2023, ele também foi alvo de vaias durante a marcha. A edição deste ano reuniu, de acordo com a CNM, mais de 14 mil inscritos — quase três vezes o número de municípios brasileiros (5.570) —, o que demonstra o peso e a amplitude do encontro.

O clima político ficou ainda mais acirrado após o discurso de abertura de Paulo Ziulkoski, presidente da CNM e ex-prefeito de Mariana Pimentel (RS). Ao criticar a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que impõe maior transparência à designação de emendas parlamentares, Ziulkoski afirmou: “Abra o olho. Vamos votar pautas estruturantes”. Segundo ele, exigir que um deputado “tenha de explicar” um projeto de emenda é um impeditivo para o funcionamento das políticas locais.

Lula respondeu de forma indireta, sem citar o vínculo de Ziulkoski com o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), mas alfinetou o dirigente da CNM: “Ele voltou a ser o velho Paulo Ziulkoski com um discurso mais inflamado, com um discurso mais contundente, como sempre deveria ser um representante do prefeito em todas as marchas”, afirmou o presidente, em tom crítico.

Apesar do clima tenso, Lula também aproveitou seu tempo de fala para elogiar o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Segundo ele, o papel de Costa é “fazer com que as coisas funcionem corretamente e que todos os secretários se dirijam a ele para que as coisas possam andar”. Lula destacou ainda a trajetória do ministro, chamando-o de “o mais bem-sucedido governador da Bahia”.

A fala ocorre em meio à repercussão de uma crise recente no Palácio do Planalto, após a primeira-dama, Janja da Silva, ter feito declarações durante uma visita à China. Rui Costa foi apontado por reportagem da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, como responsável pelo vazamento da informação — o que teria irritado Lula. Sem comentar diretamente o caso, Costa considerou as acusações como um ato de “traição” e de “fogo amigo”.

A tensão na Marcha dos Prefeitos expõe as dificuldades de articulação política enfrentadas pelo governo federal junto aos gestores municipais, especialmente em um ano com pautas sensíveis no Congresso e sob crescente pressão por maior descentralização de recursos e autonomia para as administrações locais.

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