Ibovespa tem leve baixa no dia, defende os 139 mil e avança quase 2% na semana

O giro financeiro nesta sexta-feira de vencimento de opções sobre ações foi a R$ 29,2 bilhões....

Publicado em

Por Agência Estado

Após ter fechado a quinta-feira, 15, pela primeira vez no patamar de 139 mil pontos, o Ibovespa teve nesta sexta-feira, 16, de leve ajuste, em baixa de 0,11%, aos 139.187,39 pontos, relativamente imune à forte correção em Banco do Brasil (ON -12,69%) posterior ao balanço trimestral, que não levou consigo o setor financeiro, de grande peso no índice e majoritariamente em alta na sessão. Na semana, a referência da B3 subiu 1,96% e, no mês, acumula 3,05% de alta nesta abertura de segunda quinzena. No ano, o Ibovespa avança agora 15,72%.

O giro financeiro nesta sexta-feira de vencimento de opções sobre ações foi a R$ 29,2 bilhões.

Foi o sexto avanço semanal consecutivo para o Ibovespa, igualando em extensão a série vista na passagem de outubro para novembro de 2023.

A mudança das normas contábeis a que os bancos brasileiros devem obedecer criou uma “tempestade perfeita” para o Banco do Brasil, que viu o lucro cair no primeiro trimestre deste ano e colocou as projeções para o ano (guidances) sob revisão, reporta o jornalista Matheus Piovesana, do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. As novas regras, que são mais rigorosas em determinados pontos relacionados à inadimplência, chegaram em um momento em que o agro, uma das principais carteiras do banco, vive uma piora na qualidade de ativos, intensificada por pedidos de recuperação judicial.

Entre as ações das maiores instituições, contudo, apenas a de Santander (Unit -1,05%) fechou o dia no campo negativo, além de BB. Destaque para alta de 0,58% em Itaú PN, o principal papel do segmento, e para ganho de 0,75% em Bradesco ON. O fechamento foi misto para Petrobras (ON -0,12%, PN +0,47%) e de alta marginal para Vale (ON +0,07%). Na ponta ganhadora do Ibovespa, Marfrig (+21,35%), Petz (+7,18%) e CVC (+5,86%). No lado oposto, vieram, depois de Banco do Brasil, as ações de Yduqs (-3,63%) e Azul (-2,63%).

“O destaque negativo foi mesmo Banco do Brasil após a divulgação de um lucro líquido de R$ 7,374 bilhões no primeiro trimestre, redução de 20,7% em comparação ao mesmo período de 2024, além da suspensão das projeções para o ano”, diz Inácio Alves, analista da Melver. Por outro lado, ele destaca também o forte avanço das ações de Marfrig com o anúncio da fusão com a BRF para formar a MBRF Global Foods Company. “A nova empresa terá presença global em 117 países, com marcas consolidadas como Sadia, Perdigão e Qualy, e a expectativa de sinergias anuais de até R$ 805 milhões, o que trouxe um fôlego para o setor”, acrescenta.

Para Bruna Centeno, economista, sócia e advisor na Blue3 Investimentos, o Ibovespa teve um dia em boa parte condicionado pelo setor financeiro – com agenda macro relativamente esvaziada neste fechamento de semana, apesar de certa retomada de temores em relação a possíveis movimentos do governo com relação ao fiscal, em sessão marcada por alguma cautela no exterior.

Nesse contexto, o mercado financeiro está um pouco mais cauteloso sobre o desempenho das ações no curtíssimo prazo, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. As expectativas de alta e de queda para o Ibovespa na semana que vem têm, cada uma, fatia de 40% entre os participantes. Os demais 20% esperam estabilidade. Na edição anterior, 50% esperavam avanço; 16,67%, estabilidade; e 33,33%, baixa.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X