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Raízen e a SAFPAC, de Hong Kong, assinam acordo sobre Combustível Sustentável de Aviação

A parceria é classificada em três fases. A primeira, entre 2025 e 2026, prevê uma demanda de 170 mil toneladas de etanol por ano. A segunda...

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Por Agência Estado

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O Ministério de Minas e Energia (MME) informou nesta terça-feira, 13, que houve a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) entre a empresa brasileira Raízen Energia e a companhia SAFPAC, de Hong Kong, estabelecendo as bases para uma “parceria estratégica” visando à produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). A produção será na região Ásia-Pacífico, com o uso de etanol brasileiro como insumo principal. Pela expectativa, a demanda de etanol por ano deverá bater 500 mil toneladas em 2033.

A parceria é classificada em três fases. A primeira, entre 2025 e 2026, prevê uma demanda de 170 mil toneladas de etanol por ano. A segunda fase, entre 2027 e 2029, projeta um nível de 285 mil toneladas. É na terceira fase, de 2030 a 2033, em que há estimativa de 500 mil toneladas anuais.

O ministro da Pasta, Alexandre Silveira, participou da assinatura. Conforme o anúncio feito pelo MME, essa parceria prevê o fornecimento inclusive do etanol de segunda geração, produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, que será processado pela tecnologia Alcohol-to-Jet (ATJ), com a capacidade de converter o etanol em querosene renovável de aviação.

Foi informado ainda que o memorando não cria obrigações contratuais de compra e venda, mas representa “um primeiro passo para aprofundar as negociações comerciais e técnicas entre as partes”. Em nota, Silveira cita o “valor estratégico” do etanol brasileiro para a “descarbonização da aviação em escala internacional”. Ele tem defendido, na viagem à China, o papel do Brasil como “exportador de sustentabilidade”.

Mineração

O MME também informou nesta terça a formalização de plano que prevê a criação da chamada “Aliança de Investimento em Mineração China-Brasil”, em acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China (NDRC, na sigla em inglês).

A iniciativa prevê reuniões e visitas periódicas para o intercâmbio de políticas, experiências, tecnologias e informações sobre investimentos no setor de mineração.

Os países também devem realizar treinamentos para funcionários do governo e especialistas técnicos. Silveira faz parte da comitiva oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, que também visitou a Rússia na semana passada.

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