
Após buscas no HUOP, Promotora detalha investigação durante operação contra corrupção e fraudes
A promotora explicou que as suspeitas envolvem fraudes em procedimentos licitatórios realizados pelo hospital com uma empresa específica, que presta serviços de operação de maquinários de...
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Por Fábio Wronski

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (07), a promotora Juliana Stofella detalhou a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que investiga alegações de corrupção ativa e passiva e fraudes em licitação contra a saúde pública no Paraná. A investigação se concentra no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
A promotora explicou que as suspeitas envolvem fraudes em procedimentos licitatórios realizados pelo hospital com uma empresa específica, que presta serviços de operação de maquinários de radiologia. Segundo ela, há indícios de um possível direcionamento do procedimento licitatório para que a mesma empresa vencesse todas as licitações desde 2013.
“No ano passado, houve abertura de um procedimento licitatório para a contratação desses mesmos serviços que acabou sendo cancelado, em razão da constatação de algumas irregularidades. A mesma empresa que opera esses serviços desde 2011 está participando e nós estamos buscando a presença de documentos para continuidade dessas investigações que indicam que há um direcionamento para que ela continue operando esses maquinários”, afirmou a promotora.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no setor de licitações do Hospital Universitário, em algumas empresas e residências dos principais envolvidos, incluindo as cidades de Cafelândia, Maringá e Quedas do Iguaçu.
A promotora Stofella esclareceu que, embora o Hospital Universitário seja o centro da investigação, a instituição em si não é o alvo. “Há um único servidor que está sendo investigado, que seria o coordenador do centro de imagens. No setor de licitações não há investigados e tampouco da direção do HU”, explicou.
A promotora também ressaltou que a investigação ainda está em andamento e que os próximos passos incluem a análise dos equipamentos apreendidos, a realização de uma auditoria e a continuidade das investigações para verificar a existência de superfaturamento e outros eventuais crimes.
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