Não há discussão sobre suporte orçamentário para fraude do INSS, diz secretário do Tesouro
“Não tem nenhuma discussão ainda em andamento sobre esse assunto que tenha chegado aqui ao Tesouro Nacional, à Fazenda ou qualquer outro órgão relacionado à Junta...
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Por Agência Estado
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse, em entrevista ao portal Jota, que não há discussão sobre suporte orçamentário para o caso da fraude no INSS em discussão no governo no âmbito do Ministério da Fazenda ou dos órgãos que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO). “Não há uma discussão envolvendo ainda o Tesouro, se há necessidade ou não há necessidade de qualquer tipo de suporte orçamentário para além do que já existe”, disse. Ele defendeu que a discussão está em uma etapa anterior, de recuperação desses valores, identificação dos beneficiários que foram lesados e início do processo de ressarcimento.
“Não tem nenhuma discussão ainda em andamento sobre esse assunto que tenha chegado aqui ao Tesouro Nacional, à Fazenda ou qualquer outro órgão relacionado à Junta de Execução Orçamentária. Por esse motivo que inicialmente você vai tentar fazer esse ajuste dentro do próprio sistema, ressarcindo daqueles que se apropriaram de forma irregular desses recursos e aí devolver para os beneficiários que foram lesados”, disse o secretário.
Ceron foi questionado a respeito da promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a devolução dos recursos e como essa verba seria disponibilizada, como por exemplo, via crédito extraordinário.
“O correto é aqueles que se beneficiaram indevidamente desses recursos, que eles sejam devolvidos e repassados para aquelas pessoas que foram lesadas. Esse é o caminho perfeito que deveria acontecer numa situação como essa, que é o trabalho está sendo feito tanto pelo INSS, pela AGU, pela Polícia Federal, de ir atrás das pessoas, das instituições que lesaram esses beneficiários. É claro que nesse processo eventualmente você não tem a totalidade desses recursos recebidos, mas hoje é um debate acho prematuro”, reforçou.
Em entrevista à CNN na segunda-feira, 5, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que os recursos para ressarcimento sairão de dentro dos limites do arcabouço fiscal, e que a discussão sobre a forma – se por crédito suplementar ou revisão de gastos – é secundária. Durigan defendeu que o ressarcimento – estimado em R$ 6,3 bilhões – seja acomodado dentro das regras fiscais e gerido conforme o espaço existente, o que pode exigir o bloqueio de verbas do PAC ou de emendas parlamentares.
O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) já mostrou que o governo vem discutindo internamente qual será a solução para fazer a devolução dos valores subtraídos dos aposentados nesta fraude, mas ainda não bateu o martelo sobre a escolha.
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