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Imagem referente a Supermercados adotam grades e lacres para proteger produtos que viraram “artigos de luxo”
Foto: Márcia De Chiara/Estadão

Supermercados adotam grades e lacres para proteger produtos que viraram “artigos de luxo”

Em todas as regiões da capital paulista, unidades do Carrefour Express e Mini Extra foram flagradas com pacotes de café — especialmente os de marcas mais...

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Por Diego Cavalcante

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Imagem referente a Supermercados adotam grades e lacres para proteger produtos que viraram “artigos de luxo”
Foto: Márcia De Chiara/Estadão

Com a disparada no preço de alimentos básicos e produtos populares, supermercados estão reforçando a segurança para evitar furtos. Itens como café, picanha, azeite, bacalhau e até creme de avelã passaram a ser protegidos com grades, lacres ou etiquetas antifurto.

Em todas as regiões da capital paulista, unidades do Carrefour Express e Mini Extra foram flagradas com pacotes de café — especialmente os de marcas mais populares — guardados atrás de grades de ferro. Já cápsulas e versões premium seguem expostas livremente nas prateleiras.

O caso mais emblemático ocorreu em uma unidade do Extra no Grajaú, onde cerca de 300 pacotes de café da marca Pilão foram furtados. A perda levou o estabelecimento a adotar lacres de segurança nos produtos.

A medida extrema é reflexo direto da alta dos preços. O café, por exemplo, acumulou aumento de 77,78% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. Apenas em março, o reajuste foi de 8,14%. O impacto já é sentido no consumo: quase metade dos brasileiros afirmou ter reduzido o uso da bebida, de acordo com levantamento do Datafolha.

A expectativa para 2025 não é das melhores. Especialistas apontam que os preços devem continuar elevados por conta da chamada bienalidade negativa, um fenômeno natural da planta do café, que reduz a produtividade após uma safra farta.

Apesar do crescimento do PIB brasileiro, a inflação segue pressionando o bolso do consumidor. O IPCA de março avançou 0,56% e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 5,47%, ultrapassando o teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%.

Enquanto os índices econômicos mostram recuperação, a realidade nas gôndolas revela um país onde itens antes triviais se tornaram quase artigos de luxo — e exigem segurança digna de eletrônicos.

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