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Miguelito é liberado da prisão e vai responder em liberdade por injúria racial

A investigação continua e o Ministério Público pode denunciar o atleta, configurando ação penal. A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pode apresentar ainda...

Publicado em

Por Agência Estado

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O meia Miguelito, do América-MG, vai responder em liberdade pela denúncia de injúria racial contra o atacante Allano, do Operário-PR. O jogador foi liberado nesta segunda-feira da prisão em Ponta Grossa. A liberdade provisória foi deferida porque não há “evidências concretas de que a ordem pública possa ser abalada com a libertação do detido, nem de que este possa vir a se furtar da aplicação da lei penal”.

A investigação continua e o Ministério Público pode denunciar o atleta, configurando ação penal. A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pode apresentar ainda denúncia na esfera desportiva.

Emprestado pelo Santos ao América-MG, o jogador Miguel Ángel Terceros Acuña, mais conhecido como Miguelito, foi preso em flagrante neste domingo após cometer injúria racial em partida da Série B do Campeonato Brasileiro. O atleta de 21 anos proferiu insulto racista contra Allano, do Operário, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR).

O caso aconteceu aproximadamente aos 30 minutos do primeiro tempo da partida, válida pela sexta rodada da Série B. Miguelito teria xingado Allano de “preto do c…” após falta marcada a favor do Operário. O árbitro Alisson Sidnei Furtado aplicou o protocolo antirracismo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e paralisou o jogo por cerca de 15 minutos.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a ofensa foi confirmada pela vítima e pelo capitão do Operário, Jacy, que presenciou o ocorrido. Apesar de o insulto não ter sido registrado pelas imagens da transmissão, os depoimentos foram considerados suficientes para a prisão em flagrante.

“A Polícia Civil solicitou acesso a imagens de outros ângulos que possam ter registrado a fala do jogador. O inquérito policial deverá ser concluído nos próximos dias”, explicou o delegado da PCPR Gabriel Munhoz.

Os envolvidos foram encaminhados pela Polícia Militar à unidade da PCPR em Ponta Grossa, onde foram colhidos depoimentos e Miguelito foi autuado em flagrante. O jogador foi encaminhado para sistema penitenciário e permanece preso.

O Estadão entrou em contato com o América-MG e o clube informou que aguarda os desdobramentos da investigação para se manifestar. A delegação do time mineiro desembarcou em Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira. Um dirigente permaneceu no Paraná junto de um advogado pessoal de Miguelito para acompanhar o caso. A reportagem também procurou o Santos e a CBF, mas ainda não houve manifestação.

Em nota, o Operário informou que “irá prestar todo apoio ao jogador Allano e lamenta a continuidade da partida sem modificações, uma vez que o protocolo foi acionado, e está buscando imagens claras que confirmem a alegação”.

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