
Internauta denuncia condições precárias no HUOP: “Fiquei 13 dias e não fizeram minha cirurgia”
Paciente ficou nove dias no corredor...
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Por Silmara Santos

Uma internauta, que preferiu não se identificar, entrou em contato com a CGN nesta segunda-feira (05) após ficar internada do dia 21 de abril à 02 de maio no HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) para fazer uma cirurgia para retirada da vesícula biliar, porém o procedimento não foi realizado.
A internauta ganhou alta médica e está em casa com medo do que pode acontecer, pois segundo ela, o único procedimento realizado no HUOP foi um procedimento para quebra de pedras no canal da vesícula para que não ocorra pancreatite.
“Eu tinha uma cirurgia pra retirada de vesícula, mas eu não fiz a retirada da vesícula. Eu só fiz um procedimento que é tipo endoscopia pra quebrar a pedrinha do canal pra ela não descer pro pâncreas. Foi a única coisa que eu fiz, mas a retirada da vesícula eu não fiz”.
A internauta ainda relatou que ficou em jejum ao menos quatro vezes para fazer a cirurgia que sempre era remarcada para o dia seguinte e cancelada na sequência.
“Eu fiquei em jejum mais de 4 vezes, então toda vez eu entrava em jejum meia-noite até no outro dia pra fazer a cirurgia e os médicos sempre vinham no outro dia e falavam, não vai dar pra fazer essa cirurgia hoje, vamos ter que marcar pra outro dia. E no final eu fiquei 13 dias e não fiz a cirurgia”.
A paciente informou também que após receber alta médica foi orientada a retornar após 15 dias para um novo agendamento da cirurgia, mas que teme sobre seu estado de saúde durante essa espera.
“Pode acontecer muita coisa, né, porque a minha vesícula, ela está dilatada, ela está aberta, então pode ser que ocorra uma pancreatite aguda e seja uma emergência, mas os meus papéis estão ali como emergência, né. Então, assim, eles deveriam já ter feito essa cirurgia, mas eles não fizeram”.
Outro fato que chama a atenção são as condições pelas quais os pacientes precisam passar durante o internamento no pronto-socorro. A internauta disse que não há agua quente para o banho e os pacientes precisam tomar banho frio, não há materiais para o banho de pacientes acamados, faltam roupas e cobertas entre outros problemas como a superlotação na unidade.
“Dentro do PS é bem complicado, porque, assim, não tem água quente. Os pacientes estão a banho na água gelada, não tem água quente, não tem suporte pra soro, não tem bacia pra dar banho nos acamados, não tem roupa, não tem coberta, então, assim, é muito complicado o que está acontecendo no HU”.
A paciente relata ainda que ficou por nove dias no corredor, foi para o quarto onde ficou por um dia e retornou novamente para o corredor para dar lugar a uma paciente que estava em estado mais delicado.
“Chegou uma senhorinha que precisava de oxigênio, então, como eu não era tão grave, assim, que não precisava de oxigênio, né, então eu voltei pro corredor. Então, assim, é muita gente esperando pra fazer cirurgia, tem os pacientes que ficam nos corredores, os acompanhantes não tem cadeira pra sentar, tem que ficar de pé, é muito complicado, muito complicado”.
A equipe da CGN deixa o espaço aberto para que o HUOP se manifeste sobre o caso e sobre a superlotação na unidade.
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