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Como lidar com pets que têm medo de fogos ou trovões e proteger seu emocional

Saiba como lidar com pets que têm medo de fogos ou trovões e veja dicas práticas para protegê-los em momentos de estresse....

Publicado em

Por Fabiano Souza

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No meio da tempestade ou na virada do ano, enquanto o céu se ilumina com relâmpagos ou fogos de artifício, muitos tutores se deparam com um cenário angustiante: seus pets tremendo, se escondendo, latindo ou até se machucando em tentativas desesperadas de fuga. O medo de fogos ou trovões não é frescura — é um reflexo instintivo, e saber como lidar com pets nessas situações pode fazer toda a diferença para o bem-estar físico e emocional deles.

Entendendo o medo de fogos e trovões em pets

O medo de barulhos altos, como fogos de artifício ou trovões, é mais comum do que parece. Cães e gatos têm uma audição muito mais aguçada do que a dos humanos, o que torna esses sons ainda mais intensos e aterrorizantes para eles. Além do volume, a imprevisibilidade dos estouros gera estresse, ansiedade e até pânico.

Enquanto alguns animais apenas se escondem, outros entram em estados graves de pavor, com sintomas como taquicardia, salivação excessiva, xixi fora do lugar, vocalizações contínuas ou tentativas de fuga que podem levar a acidentes. Por isso, lidar com pets nesse estado exige mais do que carinho: exige estratégia, paciência e preparação.

Crie um ambiente seguro dentro de casa

A primeira atitude prática é oferecer um refúgio seguro. Escolha um cômodo com boa vedação sonora — um closet, banheiro ou quarto pequeno com cortinas grossas pode funcionar. Forre o espaço com cobertas, almofadas ou até roupas suas, para que o cheiro familiar traga conforto. Deixe luzes acesas e uma música suave ou ruído branco para abafar os sons externos.

Essa “toca de proteção” deve estar sempre acessível. Durante os eventos barulhentos, incentive seu pet a permanecer lá, mas nunca o force. Ele deve associar o local a segurança, não a punição.

Use técnicas de dessensibilização

A dessensibilização é um processo gradual em que o pet é exposto a sons de fogos ou trovões em volumes muito baixos, aumentando aos poucos, sempre associando esse som a algo positivo, como petiscos ou brincadeiras. Há playlists específicas para isso, e o ideal é começar semanas ou meses antes de grandes eventos como festas de fim de ano.

Essa técnica funciona melhor com orientação profissional, especialmente se seu pet já apresenta sinais de fobia intensa. Em muitos casos, o auxílio de um adestrador ou comportamentalista é essencial para evitar traumas maiores.

Nunca reforce o medo dos seus pets com atitudes equivocadas

É natural querer acolher seu pet quando ele está assustado, mas cuidado para não reforçar o comportamento de medo. Isso não significa ignorar o sofrimento, mas sim agir com naturalidade. Em vez de ficar aflito, ajoelhe-se e chame seu pet de forma tranquila, ofereça brinquedos ou petiscos e demonstre que está tudo bem.

Reações exageradas dos tutores acabam validando o pânico do animal. A ideia é ensinar que o som, por mais alto que seja, não representa perigo.

Considere produtos calmantes ou medicamentos

Se o nível de ansiedade for alto, existem recursos que podem ajudar. Coleiras calmantes com feromônio sintético, sprays de lavanda e camomila, ou até suplementos naturais à base de maracujá, valeriana e triptofano são opções seguras que podem reduzir o estresse.

No entanto, em casos graves, é fundamental consultar um veterinário. Ele pode prescrever medicações ansiolíticas específicas para o pet, em doses ajustadas e com o acompanhamento necessário.

Jamais medique seu animal por conta própria — remédios humanos, como calmantes, podem ser tóxicos para cães e gatos.

Prepare-se antes das festas ou tempestades

Saber que os fogos vão acontecer (em datas como Ano Novo ou São João) permite que você se antecipe. Dê um passeio longo antes dos horários críticos para que o pet gaste energia e relaxe mais. Alimente-o cedo e certifique-se de que o ambiente seguro esteja pronto.

Se a previsão do tempo indicar tempestades, mantenha o pet dentro de casa. Gatos devem estar com janelas e portas bem fechadas para evitar fugas, e cães devem estar em ambientes protegidos, sem acesso à rua ou à garagem.

O que fazer se seus pets fugirem durante os fogos

Mesmo com todos os cuidados, fugas podem acontecer. Por isso, identifique seu animal com plaquinhas e, se possível, com microchip. Mantenha fotos atualizadas e informe vizinhos e redes sociais rapidamente caso o pior aconteça.

Animais perdidos e em pânico muitas vezes percorrem longas distâncias sem rumo. O tempo de resposta é crucial para garantir o retorno em segurança.

Busque apoio emocional e técnico

Lidar com pets que sofrem com medo de fogos ou trovões também afeta emocionalmente os tutores. É angustiante ver um animal tão amado em estado de terror. Por isso, além das ações práticas, buscar ajuda técnica é uma forma de cuidar de todos.

Conversar com um veterinário especializado em comportamento animal pode não apenas ajudar seu pet a lidar melhor com os ruídos, mas também trazer tranquilidade para você enquanto tutor.

Quando o cuidado com os pets vira um gesto de amor

Cuidar de um pet com medo é, acima de tudo, um exercício de empatia. Exige paciência, escuta, adaptação e, muitas vezes, mudança de rotina. Mas cada passo que você dá para tornar o ambiente mais acolhedor e seguro durante momentos difíceis reforça um vínculo que vai muito além da companhia diária. Seu pet sente — e responde — ao amor que você transmite até nos dias mais barulhentos.

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