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Peça teatral Hora da Saída alerta para riscos do cyberbullying

Escolas do Distrito Federal (DF) recebem um projeto cultural-pedagógico sobre bullying, cyberbullying e inclusão. Realizado com a participação do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da......

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Por CGN

Escolas do Distrito Federal (DF) recebem um projeto cultural-pedagógico sobre bullying, cyberbullying e inclusão. Realizado com a participação do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do DF, instituições públicas de ensino contam com a peça gratuita Hora da saída até o dia 5 de maio. Bullying é a prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, sem motivo evidente, contra uma ou mais pessoas. Cyberbullying é o bullying exercitado através de dispositivos e meios digitais.

Após o espetáculo, o psicólogo Rodrigo Macedo e a diretora do projeto, Luciana Mauren, conversam com os alunos sobre o conteúdo apresentado na peça para auxiliar os alunos a interpretar o assunto. Os estudantes também ganham cartilhas e kits com lanche após as apresentações.

Para o psicólogo Rodrigo, é importante ter uma representação visual para os alunos de como o bullying funciona como ferramenta para prevenção e combate dessa forma de violência.

“Acredito que o teatro é uma via muito eficaz para tratar esse tema porque é uma forma lúdica. Quebra um pouco a defensiva que os alunos podem ter. Por exemplo, se o tema fosse apresentado como uma aula, simplesmente. Tem uma ludicidade, tem uma brincadeira envolvida. Da forma como foi construído o teatro, a peça, essa peça especificamente, permite que eles se vejam. Acredito que eles têm dificuldade de admitir isso quando eu pergunto. Mas, a forma como os alunos interagem é muito parecida, é sempre na base da zoação, é sempre na base da pancada, do empurrão, de puxar o cabelo. Da provocação, ou seja, é uma via de identificação para eles, o que permite não só que reflitam, mas que sintam coisas. Que, às vezes, eles não conseguem nem nomear direito, mas eles podem entrar em contato com o tema de uma forma rica. Eu acho que essa é a importância”, observou.

“Por isso, o projeto é cultural pedagógico, começa com o espetáculo, tem o bate-papo e tem o fechamento com a cartilha. Foi pensado para eles (adolescentes) na linguagem deles para que possam tirar dúvidas e clarificar mais ainda o que é o bullying. A cartilha foi criada para levar para casa e multiplicar para a família o conteúdo que eles aprenderam na escola”, enfatiza.

Conscientização

A aluna Sofia Palatucci sofreu cyberbullying enquanto estudava numa instituição de ensino e precisou mudar de escola. Para ela, foi importante ver o bullying ser representado através do teatro para ajudar a conscientizar os alunos.

“Eu achei muito importante, além da gente se identificar com muitos comportamentos que observamos na peça. É uma coisa que a gente vê acontecer ao nosso redor.  A gente vê acontecer com um amigo, com um familiar e isso é preocupante, porque o bullying vem crescendo cada vez mais nas escolas. Sem contar que o bullying também não passa de um reflexo da própria frustração, então as pessoas fazem o bullying por frustração própria. Para se provar e se mostrar. É isso” acrescenta Sofia.

Experiência pessoal

Lino Miguel, 16 anos, está no 9º ano, conta que também tem uma experiência pessoal com o bullying. Ele acredita que seria benéfico levar o projeto para outras escolas para que os alunos tenham contato com a iniciativa.

“Eu achei a peça muito legal porque ela falou sobre muitas coisas que podem ter relação com a vida real, como a doença da obesa, porque pode ter muita gente que sofre por causa disso. Uma amiga me contou que uma pessoa que ela conhecia sofreu com isso e a amiga dela morreu por causa disso. Eu achei muito triste, porque a minha amiga também falou sobre isso. E eu mesmo também já sofri muito bullying”, comenta o estudante.

*Estagiária sob a supervisão de Marcelo Brandão

Fonte: Agência Brasil

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