Editorial: Acorda, Brasil!
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Por Redação CGN
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Se houvesse um prêmio para o pronunciamento mais “cínico” da história presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva teria levado o troféu com louvor nesta véspera de 1º de Maio. Com o velho discurso populista e reciclado, o presidente reapresentou a promessa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais — um compromisso feito ainda em campanha, reiterado por Fernando Haddad há cinco meses, e que apenas agora, finalmente, foi formalizado com o envio de um projeto ao Congresso. Mas veja bem: formalizado não significa aprovado, tampouco garantido.
O anúncio não passa de espuma retórica. O governo não tem previsão para a votação do projeto, tampouco maioria consolidada para sua aprovação. Ou seja, continua sendo o mesmo balão de ensaio de sempre, lançado com estardalhaço para iludir um povo cansado e cada vez mais dependente do Estado.
E a coisa fica ainda pior quando observamos a tentativa grotesca de Lula tentar se vender como o “caçador de corruptos” no escândalo do INSS. Em um teatro de inversão narrativa, ele tenta convencer o brasileiro de que foi o autor do desmonte da fraude — uma fraude que triplicou de valor justamente sob a atual gestão, saltando de R$ 706 milhões em 2022 para absurdos R$ 2,8 bilhões em 2024. Ou o governo foi cúmplice por omissão ou, pior ainda, permitiu que o esquema se alastrasse até não haver mais como escondê-lo.
Mas vamos ser francos: isso não é sobre direita ou esquerda. O problema é mais profundo e mais incômodo: o problema é o próprio brasileiro que, eleição após eleição, continua caindo nas mesmas armadilhas de políticos. A diferença entre o trabalhador brasileiro e o americano, por exemplo, não está apenas na moeda ou nas oportunidades, mas na postura diante do sistema. Lá, o cidadão vive do capitalismo, da liberdade de empreender, de crescer por mérito. Aqui, o trabalhador vive do Estado, das promessas de campanha, dos favores governamentais — e isso só vai mudar quando o brasileiro parar de acreditar que político é solução para a sua vida.
Você quer saber por que o Brasil não vai pra frente? Porque o povo ainda não entendeu que não existe almoço grátis. Nenhum benefício do governo sai do bolso do político — tudo é pago com o seu dinheiro, com juros. O governo tira muito mais de você do que devolve, e ainda assim muitos continuam idolatrando quem os explora.
No 1º de Maio, dia dedicado ao trabalhador, ao invés de pedir redução da jornada de trabalho, o brasileiro deveria estar nas ruas exigindo que o Estado pare de confiscar 40% de seu salário em impostos diretos e indiretos. Isso sim melhoraria sua vida. Mas não: o debate ainda gira em torno de mais assistencialismo, mais tutela estatal, mais dependência. Enquanto isso, servidores públicos de alto escalão e políticos vivem em mansões, viajam com diárias milionárias e se aposentam com salários integrais — e você, trabalhador, sobrevive, não vive.
E tem mais: ninguém gosta de ser enganado, mas quando acontece, geralmente gera uma a revolta imediata. Se não fosse assim, o Brasil não seria o país que lidera ações judiciais em todos os sentidos. Mas quando um político mente, não cumpre promessas, engana, explora e humilha, muitos simplesmente aceitam, ou pior, defendem. Isso não é cidadania — é falta de caráter.
Acorda, Brasil. A prosperidade não virá de cima, virá de uma população que entenda que liberdade econômica, responsabilidade individual e exigência de resultados são os pilares de uma sociedade próspera. Chega de mendigar migalhas de quem vive no luxo às suas custas.
Ou você desperta, ou continuará sendo escravo de um sistema que só enriquece os espertos — e empobrece os obedientes.