
Estelionatários usam terror psicológico e nome do Comando Vermelho para aplicar golpe
A vítima, que preferiu não ter seu nome revelado, contou com exclusividade ao Jornal da Fronteira que perdeu R$ 982,00 em um único Pix, realizado sob...
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Por Fábio Wronski

Em um mundo cada vez mais interconectado, criminosos têm se aproveitado do medo, informações pessoais e do terror psicológico para aplicar golpes devastadores. O caso de uma mulher de 39 anos, grávida, natural de Barracão, Paraná, e atualmente morando no Mato Grosso, é um exemplo revoltante e assustador da audácia desses estelionatários.
A vítima, que preferiu não ter seu nome revelado, contou com exclusividade ao Jornal da Fronteira que perdeu R$ 982,00 em um único Pix, realizado sob pressão e ameaças explícitas. O golpe começou com um áudio enviado por um número com o DDD da região da vítima. Inicialmente, o tom do golpista era calmo e respeitoso, mencionando a “ética profissional” da mulher e detalhes sobre sua profissão, informações provavelmente coletadas nas redes sociais.
No entanto, o tom mudou rapidamente. Em um segundo áudio, o criminoso acusou a mulher de colaborar com a polícia e “dedurar” integrantes do Comando Vermelho. Ele afirmou ter tido prejuízos financeiros por conta disso e exigiu indenização para que ela e seus filhos “não sofressem represálias”. Em um terceiro áudio, a ameaça foi direta: se não pagasse o valor solicitado, ela morreria.
Ameaçada, a vítima entrou em contato com o golpista e, sob constante pressão, realizou o Pix solicitado. “Quando ele falou que queria R$ 980,00 porque perdeu a droga por minha culpa e sabia dos meus filhos, eu só queria que aquilo acabasse. Não pensei em dinheiro, só queria proteger minha família”, desabafou.
Após o ocorrido, a vítima precisou ser internada para tomar soro, devido à alta pressão causada pela ansiedade. Ela relatou ainda que uma amiga, que trabalha em um salão de beleza, também caiu no mesmo golpe, indicando que a prática está se espalhando rapidamente.
Este tipo de golpe, um híbrido entre estelionato e extorsão, vem sendo aplicado com crescente sofisticação no Brasil. Criminosos pesquisam minuciosamente suas vítimas nas redes sociais, coletando dados como nomes de familiares, locais de trabalho, rotinas e até fotos, e depois usam essas informações para compor um cenário de terror.
Autoridades alertam que esse tipo de golpe tem ganhado força especialmente em estados do Centro-Oeste e Sul do país, e que o uso do nome de facções criminosas como o Comando Vermelho é uma tática deliberada para aumentar o impacto psicológico. Em muitos casos, o DDD usado pelos golpistas coincide com o da cidade da vítima, o que dá uma falsa sensação de veracidade.
As informações são do Jornal da Fronteira.
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