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Jovem acusa HUOP de erro médico após perda de parte do intestino

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Jovem foi internada para tratar uma gravidez ectópica, mas complicações graves após a cirurgia a levaram a perder parte do intestino e enfrentar sequelas físicas e emocionais profundas
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Imagem Ilustrativa / depositphotos.com/

Por Redação CGN

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Um momento que deveria ser de esperança e novos começos se transformou em angústia, medo e dor. Uma jovem técnica de enfermagem enfrenta uma batalha judicial após sofrer graves complicações decorrentes de um suposto erro no atendimento no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), vinculado à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

O pesadelo começou em setembro de 2024, quando a paciente, feliz com a descoberta de uma gravidez, foi informada que, devido a seu histórico de gravidez ectópica, precisaria de atenção especial. Um exame de ultrassonografia revelou uma nova gestação tubária, exigindo cirurgia de urgência. No dia 8 de outubro, ela foi internada no HUOP para a retirada da tuba uterina esquerda.

Mas a esperança de recuperação rápida se transformou em agonia. Logo após a cirurgia, apesar de relatar fortes dores abdominais, a jovem recebeu alta no dia seguinte. Em casa, seu quadro se agravou rapidamente: febre alta, dores intensas e sinais de infecção a levaram de volta ao sistema de saúde em busca de socorro.

Dias depois, já em estado crítico, descobriu-se o que havia acontecido: durante a primeira cirurgia, houve perfuração do intestino delgado, uma falha gravíssima. Com risco de septicemia — infecção generalizada que pode levar à morte —, ela precisou passar por uma nova operação, desta vez para remover parte do intestino comprometido.

A nova internação no HUOP durou mais de 18 dias, marcada por procedimentos dolorosos, como curativos a vácuo e trocas cirúrgicas constantes, além de sessões de atendimento psicológico, já que o sofrimento ultrapassava o físico. “A paciente já se encontrava em esgotamento emocional pela situação existente”, registrou o serviço de psicologia do hospital.

As cicatrizes visíveis no abdômen hoje contam apenas parte da história. A ferida mais profunda é invisível: o trauma de ter vivido tão perto da morte e a tristeza de carregar marcas permanentes de um erro médico que, segundo a ação judicial, poderia ter sido evitado com mais cuidado e atenção.

Em sua defesa, a paciente acusa a Unioeste e o Estado do Paraná de negligência médica grave e pede reparação por danos morais e estéticos, no valor de R$ 100 mil. Seus advogados alegam que o erro na cirurgia, aliado à alta hospitalar precoce, sem os devidos exames, colocou sua vida em risco de forma desnecessária.

Além da dor física, há um luto silencioso: o luto pelo corpo que mudou, pela fertilidade afetada e pela confiança perdida no sistema de saúde pública. Uma jovem que, ironicamente, dedicava sua vida a cuidar de outros como técnica de enfermagem, hoje luta para ser cuidada pela Justiça.

Agora, a batalha não é mais nos corredores do hospital, mas nos tribunais, onde ela busca não apenas uma reparação financeira, mas também o reconhecimento da dor e da dignidade ferida.

A CGN seguirá acompanhando o caso.

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