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Imagem referente a Pesquisadores da Unicamp encontram resíduos de agrotóxicos em fórmulas infantis
Foto: Ilustrativa

Pesquisadores da Unicamp encontram resíduos de agrotóxicos em fórmulas infantis

O carbofurano, agrotóxico proibido no Brasil desde 2017, foi detectado em 10% das amostras...

Publicado em

Por Silmara Santos

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Imagem referente a Pesquisadores da Unicamp encontram resíduos de agrotóxicos em fórmulas infantis
Foto: Ilustrativa

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizaram dois estudos que identificaram a presença de substâncias potencialmente tóxicas em fórmulas infantis vendidas no Brasil. Os resultados, divulgados em maio de 2024 e março de 2025, revelaram resíduos de agrotóxicos, alguns proibidos no país, além de micotoxinas e medicamentos veterinários.

Essas descobertas aumentam a preocupação com a qualidade desses produtos, especialmente considerando o crescimento do consumo de fórmulas infantis no Brasil, que aumentou 750% entre 2006 e 2020, de acordo com um estudo publicado na revista Globalization and Health.

A primeira fase da pesquisa analisou 30 amostras de fórmulas infantis disponíveis no mercado brasileiro, baseando-se numa lista de 23 possíveis contaminantes. Os resultados mostraram a presença de resíduos de fenitrotiona, clorpirifós e bifentrina, todos abaixo dos limites estabelecidos pela União Europeia. Contudo, os pesquisadores alertam que a simples presença dessas substâncias já representa um risco.

O carbofurano, agrotóxico proibido no Brasil desde 2017, foi detectado em 10% das amostras. A hipótese é que a contaminação tenha ocorrido por bioacumulação, ou seja, o composto permanece no ambiente por anos e pode chegar aos alimentos mesmo sem uso recente.

Além disso, foram identificados 32 compostos não previstos inicialmente, incluindo hormônios e medicamentos veterinários, provavelmente introduzidos durante a produção das matérias-primas.

Na segunda etapa da pesquisa, os cientistas ampliaram a triagem para 278 substâncias. Os resultados foram ainda mais alarmantes: seis compostos foram encontrados em 86,6% das amostras, e três desses compostos apareceram em níveis superiores ao permitido pela União Europeia.

Os pesquisadores apontam a falta de uma regulamentação nacional específica para fórmulas infantis no que diz respeito a contaminantes como um dos principais problemas. A pesquisadora Helena Teixeira Godoy ressaltou que o objetivo do estudo não é desestimular o uso das fórmulas, mas contribuir para que esses produtos atendam a padrões de qualidade mais rigorosos.

Com informações de Metrópoles.

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