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Morador de rua diz arrecadar até R$ 1 mil de esmolas por dia: “R$ 200 em dias fracos”

O homem, de 45 anos, natural de Cascavel, relata estar em situação de rua desde jovem. O envolvimento com drogas começou aos 14 anos, e desde...

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Por Diego Cavalcante

Um vídeo publicado recentemente pela página da Guarda Municipal de Cascavel chamou atenção ao expor, de forma crua e direta, a realidade enfrentada por um morador de rua abordado por agentes nas proximidades da rodoviária da cidade. A gravação revela não apenas a vulnerabilidade social de quem vive nas ruas, mas também como a marginalização e a dependência química se entrelaçam em um ciclo difícil de romper.

O homem, de 45 anos, natural de Cascavel, relata estar em situação de rua desde jovem. O envolvimento com drogas começou aos 14 anos, e desde então ele vive uma rotina marcada por dificuldades, vícios e improviso. Segundo seu depoimento, a renda diária varia entre R$150 e R$200 em dias “fracos”, mas já chegou a arrecadar até R$1.000,00 em datas de maior movimento, principalmente por meio de esmolas.

Ele afirma ainda que parte significativa do dinheiro obtido vai para o tráfico de drogas, revelando como muitos moradores de rua acabam sendo controlados por esse sistema, muitas vezes sustentado por auxílios governamentais que não cobrem todas as necessidades mensais. A busca por sobrevivência acaba empurrando essas pessoas para uma vida de dependência financeira e emocional, onde a rua se torna um ambiente quase permanente.

“Alguns preferem continuar nesse ciclo, mesmo diante de todas as adversidades”, pontua um trecho da publicação da GM, reforçando a complexidade do problema, que vai muito além da questão econômica. A situação escancarada pelo vídeo é, acima de tudo, um retrato da exclusão social e da falta de políticas públicas efetivas de reinserção.

A divulgação do vídeo também levanta o debate sobre como a sociedade enxerga e lida com a população em situação de rua, e até que ponto o auxílio financeiro sem suporte social e psicológico pode contribuir para perpetuar realidades como essa.

A abordagem registrada faz parte do trabalho de rotina da Guarda Municipal, que frequentemente atua em pontos de maior vulnerabilidade da cidade. Segundo a corporação, o objetivo é promover segurança, mas também identificar situações em que é possível acionar a rede de assistência social.

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