
4 erros que impedem o crescimento da hera-do-diabo e como evitar
Evite 4 erros que impedem o crescimento da hera-do-diabo e aprenda como cuidar da planta para vê-la cheia e saudável....
Publicado em
Por Fabiano Souza

À primeira vista, a hera-do-diabo parece ser daquelas plantas que “crescem sozinhas”. E de fato, ela é resistente, tolera meia-sombra, aceita diferentes recipientes e sobrevive até a pequenos esquecimentos na rega. Mas isso não significa que ela vai se desenvolver bem em qualquer condição. Muitos cultivadores cometem erros comuns que travam seu crescimento, impedem a formação de folhas vistosas e fazem a planta estagnar por semanas. E o pior: quase sempre, esses deslizes passam despercebidos.
Falta de luminosidade adequada prejudica a hera-do-diabo
A hera-do-diabo precisa de luz indireta brilhante para se desenvolver com vigor, especialmente as variedades variegadas, que apresentam manchas em branco ou amarelo nas folhas. Quando cultivada em locais muito escuros, a planta até sobrevive, mas cresce lentamente, perde a coloração vibrante e tende a produzir folhas menores e espaçadas.
Se você notou que sua hera-do-diabo parou de crescer ou está ficando “desbotada”, observe onde ela está posicionada. A proximidade de janelas bem iluminadas, mas sem incidência direta do sol forte, costuma ser ideal. Já em ambientes com pouca luz natural, vale investir em luzes artificiais de espectro completo para plantas ou simplesmente mudar o vaso para um cômodo mais claro da casa.
Regas irregulares ou excessivas afetam o desenvolvimento
A rega é outro ponto crítico. Muita gente subestima o impacto de um solo constantemente encharcado ou seco demais no crescimento da hera-do-diabo. Essa planta gosta de umidade moderada: o substrato deve secar superficialmente entre uma rega e outra, mas nunca ficar seco por completo por dias seguidos.
Um dos principais erros que impedem a hera-do-diabo de crescer é manter o solo encharcado, o que leva ao apodrecimento das raízes e ao enfraquecimento da planta. Por outro lado, regas esporádicas demais fazem com que ela entre em modo de “sobrevivência”, diminuindo sua produção de novas folhas.
A dica é simples: coloque o dedo no substrato. Se os dois primeiros centímetros estiverem secos, é hora de regar. Use vasos com furos de drenagem e substrato leve, com boa aeração, para garantir que o excesso de água escorra rapidamente.
Poda mal feita ou ausente compromete o crescimento
Muitas pessoas têm receio de podar a hera-do-diabo, achando que isso pode prejudicar o crescimento. Na verdade, é o contrário: a poda estratégica estimula a planta a se ramificar mais e crescer com mais força.
Se os galhos da sua hera estão longos, caídos e com poucas folhas, provavelmente está faltando poda. Sem esse cuidado, a planta direciona energia apenas para os ramos mais antigos e tende a estagnar. Além disso, folhas velhas ou danificadas devem ser retiradas com frequência para que a planta concentre energia nas partes saudáveis.
Use uma tesoura de poda limpa e afiada, corte logo acima de um nó (aquele “carocinho” de onde saem folhas e raízes) e, se quiser, aproveite as pontas cortadas para fazer mudas em água. Em pouco tempo, você terá uma hera mais cheia, com novas brotações surgindo nos pontos podados.
Falta de adubação ou solo pobre limita a energia da planta
Mesmo sendo uma planta rústica, a hera-do-diabo precisa de nutrientes para crescer de forma contínua. Um erro muito comum é esquecer da adubação, deixando a planta em um substrato que já perdeu sua fertilidade.
Se a sua hera parece estagnada há semanas, com folhas menores ou crescimento lento, pode estar faltando nutrição. O ideal é adubar a cada 30 ou 40 dias com fertilizante líquido rico em nitrogênio, que estimula a formação de novas folhas. Alternativamente, você pode usar húmus de minhoca, farinha de ossos ou torta de mamona como adubação orgânica, misturando ao substrato na superfície.
Além disso, lembre-se de trocar o substrato ou renovar a camada superficial do vaso a cada ano, especialmente se você cultiva a planta há muito tempo no mesmo recipiente. O solo esgotado pode se compactar e impedir a oxigenação das raízes, travando o crescimento da hera.

Olhar atento faz toda a diferença
A hera-do-diabo pode até ser resistente, mas seu crescimento exuberante depende de cuidados estratégicos. Um olhar atento à iluminação, à frequência de regas, à nutrição e ao manejo com podas faz toda a diferença. Em pouco tempo, é possível ver a planta se transformando: galhos mais densos, folhas vistosas e aquele visual de trepadeira cheia de vida.
Se você quer uma hera-do-diabo pendente, volumosa e com aquele ar tropical decorativo, vale revisar os pontos acima. Muitas vezes, uma pequena mudança no local do vaso ou na forma como você rega já é suficiente para destravar o potencial da planta. E quando ela começa a se desenvolver com força, é impossível não se encantar.
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