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Mulheres trans são liberadas para jogar em torneios femininos na Inglaterra

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A atualização da política exige que as atletas trans apresentem níveis reduzidos de testosterona, comprovados por exames médicos, por pelo menos 12 meses consecutivos.
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Reprodução/X/The FA

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

A Federação Inglesa de Futebol (FA) decidiu manter a participação de mulheres transgênero nas competições femininas, desde que elas atendam a novos critérios de elegibilidade mais rigorosos.

A atualização da política exige que as atletas trans apresentem níveis reduzidos de testosterona, comprovados por exames médicos, por pelo menos 12 meses consecutivos. Além disso, será necessário demonstrar adesão contínua à terapia hormonal, com revisões anuais do tratamento.

Um dos principais pontos da nova diretriz é a introdução de uma “observação em jogo”. A FA poderá designar um oficial para acompanhar a atleta em campo, a fim de avaliar se sua presença representa risco à segurança das demais jogadoras ou compromete a justiça esportiva. Caso o desempenho seja considerado inadequado, a permissão para competir poderá ser negada ou revogada.

A entidade também instituiu um processo formal de análise individual, conferindo a si mesma a decisão final sobre cada caso de forma personalizada.

A medida surge em meio a pressões por mudanças na política de inclusão. Em novembro, cerca de 100 manifestantes protestaram em Wembley antes do amistoso entre Inglaterra e Irlanda, pedindo restrições à presença de atletas trans em competições femininas.

Outros esportes, como rúgbi e hóquei, já adotaram posturas mais restritivas, limitando a participação apenas a atletas que não passaram pela puberdade masculina.

Segundo dados da BBC, atualmente há 20 mulheres trans registradas no futebol amador inglês — entre milhões de jogadoras — e nenhuma atuando no futebol profissional das nações britânicas.

Com informações da CNN

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