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Intenção de Consumo das Famílias cai 0,4% em abril, terceiro recuo consecutivo, mostra CNC

O ICF registrou a terceira queda consecutiva, embora se mantenha ainda na zona de satisfação, acima de 100 pontos. Em relação a abril do ano anterior,...

Publicado em

Por Agência Estado

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Os brasileiros ficaram menos propensos às compras em abril, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,4% em relação a março, já descontadas as influências sazonais, para o nível de 101,6 pontos.

O ICF registrou a terceira queda consecutiva, embora se mantenha ainda na zona de satisfação, acima de 100 pontos. Em relação a abril do ano anterior, houve uma redução de 1,6% na intenção de consumo das famílias, sétima retração seguida.

Segundo a CNC, a pesquisa revela que os juros e a inflação elevados afetam o poder de compra e o acesso ao crédito, o que deve manter o consumo em ritmo lento ao longo do ano.

Na passagem de março para abril, houve piora em dois dos sete componentes do ICF: emprego atual, alta de 0,3%, para 126,0 pontos; renda atual, -1,8%, para 121,0 pontos; nível de consumo atual, +0,4%, para 89,2 pontos; perspectiva profissional, +0,1%, para 114,3 pontos; perspectiva de consumo, -0,8%, para 102,2 pontos; acesso ao crédito, +0,6%, para 93,4 pontos; e momento para aquisição de bens de consumo duráveis, +0,1%, para 63,8 pontos.

A propensão ao consumo recuou com mais força entre as famílias mais ricas. No grupo com renda mensal acima de 10 salários mínimos, o ICF encolheu 0,8% em abril ante março, mas se mantém em nível mais elevado de otimismo, aos 115,1 pontos. Entre as famílias com renda inferior a 10 salários mínimos, o ICF caiu 0,3%, para 98,8 pontos.

“A pesquisa revela clara perda de fôlego do consumo, especialmente entre as famílias de maior renda, que tradicionalmente sustentam o consumo de bens duráveis. Apesar disso, observamos alguma resiliência nas faixas de menor renda, o que sinaliza a importância de políticas de estímulo e proteção ao consumo básico como ferramenta de sustentação da economia”, avaliou o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, em nota oficial.

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