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Um mês de dor: família relembra brutal assassinato de adolescente grávida

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Em entrevista ao RepórterMT, Emilene Moraes, tia de Emelly, descreveu o impacto devastador da perda na família.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Silmara Santos

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Um mês após o brutal assassinato da adolescente grávida Emelly Beatriz Azevedo Sena, a dor e a consternação ainda pairam sobre a família da jovem. Emelly, que tinha 16 anos e estava no nono mês de gestação, foi vítima de um crime chocante que ganhou notoriedade internacional. Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, confessou ter assassinado a adolescente e arrancado a filha de seu ventre.

Em entrevista ao RepórterMT, Emilene Moraes, tia de Emelly, descreveu o impacto devastador da perda na família. “A gente fecha os olhos e volta à cena do crime como se a gente estivesse lá. A gente se pergunta por que ela não voltou? Ela viu que tava meio suspeito, por que não ligou para alguém? E quando a gente se pergunta isso, pensamos o que será que ela passou quando estava viva e foi cortada, quando foi assassinada. Por mais que a gente tenta lembrar dos momentos alegres dela, tudo nos remete ao dia do crime, à procura, à busca, a como tudo aconteceu”, relatou Emilene.

A sobrinha de Emilene, Liara, a filha de Emelly, agora está sob os cuidados da mãe de Emelly em Várzea Grande. “Ela tá bem, tá sendo assistida, aceitou bem o leitel. É uma criança bem tranquila, é o anjinho da família. A gente acha que tá ficando bem parecida com a mãe”, disse Emilene.

O crime ocorreu em 12 de março, quando Emelly saiu de casa para buscar doações de roupas para a filha que estava prestes a nascer. Ela foi atraída para uma emboscada por Nataly, que planejou o crime meticulosamente. Nataly estrangulou e asfixiou Emelly, amarrou seus pés e mãos, rasgou a barriga da adolescente em formato de “T”, para facilitar o parto forçado e retirar a criança, e depois jogou a vítima em uma cova rasa, no quintal da casa. Emelly morreu agonizando, se esvaindo em sangue.

Nataly foi presa depois de tentar registrar a bebê em um hospital, alegando que havia tido um parto em casa. Os exames médicos revelaram que ela não estava grávida, o que levou a polícia a investigar. Nataly foi indiciada por quatro crimes, incluindo homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver, tentativa de subtração do bebê e uso de documento falso.

No entanto, o Ministério Público do Estado (MPE) a acusou de oito crimes, incluindo feminicídio qualificado, tentativa de aborto sem consentimento da gestante, subtração de recém-nascido para colocação em lar substituto, dar parto alheio como próprio, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento particular e uso de documento falso.

Fonte: Repórter MT.

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