
Medium denuncia motorista de aplicativo que se negou a fazer ‘corrida’ por intolerância religiosa
O trabalhador relatou que não teria agido com preconceito contra a vítima, apenas que foi hostilizado durante o trabalho e se negou a seguir com a 'carona' ...
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Por Fábio Wronski
A Polícia Civil do Paraná (PC/PR) está investigando um possível caso de intolerância religiosa ocorrido na noite de ontem, quinta-feira (10), em um posto de combustíveis na região da Vila Estrela, em Ponta Grossa. A situação envolveu um motorista de aplicativo e uma mulher, que é médium e integrante de um terreiro, além de sua filha e irmã mais nova. Após uma discussão que resultou em danos materiais no carro e no celular da mulher, todos foram encaminhados à Delegacia.
Segundo a mulher, o motorista teria se recusado a realizar a corrida ao perceber suas vestes características de médium. Alega ainda que ele as teria trancado dentro do carro e acionado o alarme do veículo, dirigindo-se a uma rede de fast food. Com medo do que poderia acontecer, a mulher teria quebrado o vidro do carro com os braços, causando lesões em seu corpo. Ela acusa o motorista de intolerância religiosa.
Já o motorista de aplicativo contou uma versão diferente dos fatos. Ele afirmou que estava no posto de combustíveis e pediu que a mulher fosse até o local, pois estava abastecendo o veículo para seguir viagem. Segundo ele, a mulher teria proferido xingamentos contra ele, levando-o a cancelar a corrida. O motorista alega que a mulher, a filha e a irmã se recusaram a descer do carro, que teria travas automáticas, trancando-as dentro do veículo. O homem relata que, ao ouvir o alarme do carro, se deparou com uma das passageiras danificando o veículo.
Diante dos fatos, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar do Paraná (PM/PR) foram acionadas, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou socorro à mulher, mas ela recusou o atendimento médico.
Os envolvidos foram levados à 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa (13ª S.D.P.), onde serão ouvidos pelo delegado de plantão. Câmeras de segurança devem ajudar na investigação do caso. O motorista afirma que tem imagens e testemunhas que comprovarão sua versão da história.
As informações são do Portal aRede.
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