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Menina revela abusos do ‘avô’ após anos de sofrimento em Cascavel

A vítima, uma menina que na época tinha entre 4 e 9 anos, sofreu em silêncio por anos. O acusado, alguém que ela chamava de avô...

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Por Redação CGN

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Em Cascavel, a 19ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Crimes Contra Crianças, Adolescentes e Idosos julgou um caso pesado. A juíza Nicia Kirchkein Cardoso publicou nesta quinta-feira (10) uma sentença que condenou um homem a mais de 31 anos de prisão por estupro de vulnerável. Os abusos, que rolaram entre 2012 e 2019, aconteceram dentro de uma casa em Cascavel, bem debaixo do nariz da família.

A vítima, uma menina que na época tinha entre 4 e 9 anos, sofreu em silêncio por anos. O acusado, alguém que ela chamava de avô (padrasto do pai da vítima), usava a confiança dos pais para agir. Era nas tardes de chimarrão ou em visitas casuais que ele a levava pro quarto, trancava a porta e cometia os atos — toques, gestos e até vídeos impróprios no celular. “Ele mandava eu abrir as pernas e passava a mão”, contou ela, já com 14 anos, em um depoimento que não deixou dúvidas.

Entenda o que houve

A bomba estourou em 2019, quando, aos 9 anos, ela acordou de um sonho ruim e desabafou com a mãe. “Eu cheguei chorando no quarto dela, não aguentava mais”, disse. A mãe, sem pensar duas vezes, vestiu a filha e foi direto pra delegacia. Ali começou o processo movido pelo Ministério Público do Paraná, que acusou o réu de violar o artigo 217-A do Código Penal — estupro de vulnerável, com agravantes por ser repetido e em ambiente familiar.

Na audiência, a menina abriu o jogo. “Foram mais de 10 vezes, desde os 4 até os 9 anos”, relatou, firme e sem vacilar. Os pais, ainda em choque, confirmaram que nunca desconfiaram. “A gente ficava na sala, ela no quarto com o celular. Achava que era só brincadeira”, disse a mãe, com a voz pesada de culpa. O pai, por sua vez, cortou laços com a família depois disso: “Não consegui mais olhar pra eles.”

O acusado negou tudo. “A casa era pequena, não tem como”, alegou, dizendo que o celular era só pra joguinhos das netas. Mas a juíza Nicia não comprou a história. “Crimes assim acontecem na surdina, sem testemunhas”, escreveu, apoiada em decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O depoimento da vítima, junto com relatórios de escuta especializada e a consistência dos fatos, pesaram mais que a defesa.

Sentença

A pena: 31 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado. A juíza considerou a idade da vítima, o tempo que os abusos duraram e a traição da confiança familiar. O aumento máximo por continuidade delitiva — 2/3 da pena — veio porque os atos rolaram por sete anos, sem número exato de vezes, mas com uma frequência clara. De quebra, o réu terá que pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais à vítima, com correção e juros.

A menina, que passou um ano e meio na psicóloga, vai ser avisada da sentença e pode pedir mais apoio à Secretaria de Saúde de Cascavel. O acusado ainda pode apelar em liberdade, mas, se perder, vai preso e terá o DNA coletado pra um banco de dados.

Alerta

Histórias como essa deixam um alerta doloroso: o perigo nem sempre vem de estranhos. Os abusos sofridos por essa jovem, aconteceram sob o disfarce da confiança familiar, em momentos simples do dia a dia. Os pais devem estar atentos a mudanças de comportamento dos filhos, como silêncio repentino, medo ou resistência a certas pessoas — mesmo aquelas próximas. Conversas abertas e a criação de um ambiente seguro para que as crianças possam falar são essenciais. Proteger os pequenos exige mais do que amor; exige vigilância.

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