Intensificação da guerra comercial limita recuperação do Ibovespa, que sobe 0,24%

Ontem, o principal indicador da B3 fechou em baixa de 1,32%, aos 123.931,89 pontos, refletindo a aversão global após a escalada da briga comercial dos EUA...

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Por Agência Estado

A queda expressiva das commodities pesa no Ibovespa na sessão desta quarta-feira, 9. A guerra comercial só faz crescer. No período da manhã, a China elevou a tributação para importações dos Estados Unidos de 34% para 84%, em nova retaliação. Os juros futuros avançam, com o dólar à vista já superando a marca dos R$ 6,00. Na máxima até o momento, a moeda ante o real atingiu R$ 6,0967.

Ontem, o principal indicador da B3 fechou em baixa de 1,32%, aos 123.931,89 pontos, refletindo a aversão global após a escalada da briga comercial dos EUA com a China. Na ocasião, o republicano elevou o tarifaço a Pequim para 104%. Há pouco, o Ibovespa subia moderadamente.

“Só uma correção, um ajuste natural de mercado. O índice Vix termômetro do medo continua subindo e o tema recessão no mundo segue sendo discutido”, pondera Ian Toro.

Além desse tarifaço, entram em vigor hoje as tarifas recíprocas dos EUA, incluindo 20% para a União Europeia. O presidente americano, Donald Trump, também prometeu anunciar tarifas a produtos farmacêuticos “muito em breve”.

Na visão da LCA-4intelligence, as negociações com parceiros de maior porte econômico e/ou menor alinhamento geopolítico tenderão a ser muito difíceis. Assim, o aumento abrangente, expressivo e arbitrário de tarifas adotadas pelos EUA tende a deflagrar ondas de retaliação, configurando uma guerra tarifária – sobretudo, mas não apenas, com a China.

A consultoria diz que ainda está calculando os efeitos do tarifaço, mas adianta que o aumento abrupto de tarifas constitui, para os EUA, um choque negativo de oferta – cuja intensidade dependerá, em boa medida, dos resultados das negociações vindouras. Para o Brasil, afirma que a guerra tarifária pode tornar o ambiente externo algo desinflacionário.

A queda no preço no petróleo – hoje chegou a cair perto de 7% – já levou a LCA a incorporar uma redução nos preços domésticos dos combustíveis. Desta forma, reduziu sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025, de 5,7% para 5,5%. Ao longo dos próximos dias, afirma que vai incorporar outros ajustes em nossas projeções para as variáveis domésticas do cenário macroeconômico.

A BGC Liquidez estuda mudar sua projeção para a taxa Selic para uma última alta de meio ponto porcentual no Comitê de Política Monetária (Copom) de maio, o que elevaria o juro básico para 15,00% ao ano, em vez de dois aumentos – um de 0,75 ponto e outro de 0,50. “Encerraria o ciclo de alta em maio por perspectivas de um ambiente mais desinflacionário”, diz Daniel Cunha estrategista-chefe da BGC Liquidez.

Às 11h21, o Ibovespa o Ibovespa subia 0,24%, aos 124.224,66 pontos, ante alta de 0,63%, na máxima aos 124.718,59 pontos, depois de ceder 0,84%, na mínima aos 122.887,13 pontos, vindo de abertura em 123.928,19 pontos (variação zero).

Vale mirava alta de 0,10%, após cair mais cedo, apesar do recuo de 2,68% do minério hoje em Dalian. Petrobras tinha desvalorização entre 0,59% (PN) e 0,84%), com o petróleo diminuindo as perdas para a faixa dos 4,00%.

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