
Vereador Hudson defende gestão social em Cascavel contra críticas de Mauri Schaffer
Hudson Moreschi falou que o aumento do número de pessoas em situação de rua não pode ser atribuído às políticas sociais implementadas durante seu mandato...
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Por Silmara Santos

O vereador Hudson Moreschi (Podemos), ex-Secretário de Assistência Social de Cascavel, defendeu nesta terça-feira (08) a gestão social do município contra as críticas do vereador Mauri Schaffer (PSD). Schaffer havia afirmado na sessão da Câmara de Vereadores na segunda-feira (07) que as boas ações da última gestão atraíram moradores de rua para a cidade.
“Então eram os parabéns para a gente também, a situação do ex-prefeito também Paranhos, que fez a mídia para todo o Brasil e trouxe esses mendigos aqui para a nossa cidade”.
Mauri Schaffer (PSD)
Hudson Moreschi, que atuou como Secretário de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Leonaldo Paranhos, refutou as afirmações de Mauri Schaffer, destacando que o aumento do número de pessoas em situação de rua não pode ser atribuído às políticas sociais implementadas durante seu mandato.
“Tive acesso a algumas informações inverídicas com relação ao período em que eu estava ainda secretário da Assistência Social, e essas informações principalmente buscam atingir o sempre prefeito Leonaldo Paranhos em que essas informações inverídicas trazem a seguinte reflexão ou mensagem, de que os atendimentos sociais voltados para as pessoas em situação de rua teria causado o aumento do número de pessoas em situação de rua. Aqui eu trago uma reflexão. Nós, gestores ou vereadores, temos que sempre agir. E a prevaricação nunca foi uma característica que eu tive enquanto secretário”.
Hudson Moreschi (Podemos).
O vereador do Podemos ressaltou que, sob sua gestão, o orçamento da Secretaria de Assistência Social aumentou de R$ 30 milhões em 2016 para R$ 75 milhões em 2024, um aumento de 108%. Além disso, o número de servidores na secretaria dobrou de 350 em 2017 para mais de 700 em 2024. A cidade também viu um aumento nas unidades de atendimento de assistência social, com mais de 40 unidades de atendimento e mais de 100 mil pessoas atendidas por ano.
“O prefeito Leonaldo Paranhos, à época, sempre teve uma sensibilidade muito grande a essa política, a política de assistência social. E isso aqui eu trago em números. Nós tínhamos um orçamento, em 2016, de R$ 30 milhões anual. Em 2024, o orçamento da secretaria era de R$ 75 milhões, um aumento de 108%. Em 2017, nós tínhamos aproximadamente 350 servidores na secretaria. Em 2024, quando nós deixamos, tínhamos mais de 700. Nós deixamos o município com mais de 40 unidades de atendimento de assistência social”.
Hudson Moreschi (Podemos).
Moreschi argumentou que as políticas de assistência social devem ser vistas como um investimento, e não como uma despesa. Ele também ressaltou que a política de assistência social busca garantir dignidade e autonomia às pessoas, e que o objetivo final é ajudar as pessoas a se tornarem independentes do poder público.
“Agora, vir aqui e falar que atender o público vulnerável está atraindo outras pessoas da nossa cidade, eu acho um grande equívoco, e me desculpe, se aproximo até de uma maldade. Porque a política de assistência social não pode ser vista como uma despesa, um gasto. A política de assistência social tem que ser vista como um investimento. E tem que ser tratada com respeito, porque nós temos lá profissionais técnicos que desenvolvem um grande trabalho. E o nosso grande compromisso, como política, é garantir dignidade e autonomia às pessoas. Ninguém está lá para ficar doando coisas, dando benefícios. Muito pelo contrário”.
Hudson Moreschi (Podemos).
A defesa de Moreschi foi apoiada pelos vereadores Doutor Lauri (MDB) e Cidão da Telepar (Podemos) que elogiaram seu trabalho como Secretário de Assistência Social e afirmaram que ele foi um dos melhores secretários que a cidade já teve.
Ex-secretário de comunicação defende gestão de Cascavel
A postura do vereador Mauri Schaffer (PSD) tem gerado polêmicas e discussões, inclusive entre figuras públicas de Cascavel. Jefferson Lobo, ex-secretário de comunicação da Prefeitura, é uma dessas vozes que se levantaram contra o parlamentar. Em uma publicação da CGN no Instagram, Lobo fez questão de expressar sua opinião.
Jefferson Lobo defendeu a gestão da cidade, destacando que a visibilidade de Cascavel não é fruto de acaso, mas sim resultado de uma administração eficiente e responsável. Segundo ele, a cidade passou por uma transformação notável nos últimos oito anos, deixando para trás um passado letárgico e se consolidando como um exemplo de inovação urbana, desenvolvimento econômico e coesão institucional.
Confira o comentário na íntegra:
Cascavel não virou vitrine por acaso: o que atrai é a excelência em gestão, não a marginalidade.
Nos últimos oito anos, Cascavel protagonizou uma transformação digna de estudo em políticas públicas. Deixando para trás um passado letárgico e fragmentado, a cidade consolidou uma nova era marcada por gestão responsável, inovação urbana, desenvolvimento econômico e coesão institucional. Não se trata de acaso, mas da convergência de todos os setores organizados — sociedade civil, poder público, setor produtivo e lideranças comunitárias — em torno de um projeto coletivo de progresso.
Nesse contexto, é equivocado e injusto afirmar que a visibilidade positiva da cidade atraiu mais pessoas em situação de rua. A presença de indivíduos em vulnerabilidade social é uma realidade que atinge todas as cidades brasileiras e se agravou após a pandemia. Tratar esse fenômeno como efeito colateral do sucesso de Cascavel distorce o debate e ignora a complexidade do problema.
É importante reconhecer que a situação não piorou de forma objetiva. O que mudou foi a forma como o tema tem sido comunicado — com alarmismo, distorção de dados e sensacionalismo. Narrativas midiáticas pautadas pelo analfabetismo político têm promovido discursos populistas que buscam o aplauso fácil, em vez de propor soluções estruturais. Segurança pública contribui, mas está longe de ser a resposta definitiva a uma crise de ordem social e econômica.
Em um curto espaço de tempo, essa comunicação equivocada fragilizou a reputação da cidade. O que antes era símbolo de avanço, passou a ser visto sob a lente do medo e da insegurança, gerando uma percepção distorcida inclusive fora das fronteiras municipais. Infelizmente, derreteu-se uma imagem construída com esforço e resultados concretos.
Agora, é tempo de reflexão. Um bom gestor precisa ter maturidade emocional, resistir ao ímpeto reativo e não se deixar conduzir por pressões momentâneas ou pela ânsia de protagonismo instantâneo. Cascavel precisa continuar se comunicando como a cidade modelo que é. Isso exige responsabilidade, estratégia e compromisso com a verdade.
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