
Tempo sem sexo: vídeo sugerido por professor revolta mãe de aluna
Horas depois da publicação professor tirou link do ar e disse ao NRE que houve engano…...
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Por Mariana Lioto

Uma sugestão de vídeo encaminhada por um professor de Educação Física a alunos do terceiro ano de uma escola pública de Cascavel, onde os estudantes têm em média 16 anos, está gerando questionamento.
Na plataforma classroom, onde os professores estão disponibilizando conteúdos aos estudantes que estão em isolamento devido à Covid-19, o professor enviou como sugestão o vídeo do UOL intitulado “Sem Frescura: ficar muito tempo sem sexo faz mal à saúde?”.
No vídeo com linguagem descontraída a repórter diz que “até mesmo quem tem um ‘crush’ fixo tem boas chances de estar na seca…”, que o sexo é importante para fortalecer o corpo ou que as pessoas podem ficar irritadas “sem transar”. O vídeo orienta praticar exercícios em casa, meditar e se masturbar.
Horas depois o vídeo foi deletado. A mãe de uma aluna conversou com a CGN e acredita que a exclusão ocorreu apenas depois que ela questionou o NRE (Núcleo Regional de Educação).
A mulher que preferiu não ser identificada disse que a atividade veio sem nenhuma contextualização. Para ela, o vídeo estimula o sexo e a masturbação ao sugerir que quem não tem vida sexual ativa pode ter problemas físicos e psicológicos e não seria papel do professor este tipo de recomendação.
“Eu acredito que a sexualidade pode ser discutida na escola, mas, mesmo que fosse numa aula de biologia o vídeo faz uma recomendação o que não é adequado e pode ir contra os princípios da família. Dizer que ficar sem sexo pode afetar seu comportamento ou autoestima não é adequado ao adolescente”.
A mãe comenta que o professor já tinha enviado outras atividades sem contextualização e até pedido aos alunos para gravarem vídeos de dança ou exercícios. Já em outras disciplinas, o envio das atividades tem funcionado bem e o conteúdo é bem avaliado pela família.

A CGN procurou o NRE. A chefe do núcleo, Luciana Paulista, disse que o professor publicou o vídeo por engano e pediu desculpas pelo equívoco.
“Infelizmente ele foi postar outras orientações para os alunos dentro da temática e acabou, naquele momento, encaminhando indevidamente, mas já foi feita a correção. A direção já falou com ele e ele pediu mil desculpas. Não foi intencional”.
A mãe pretende formalizar a reclamação à Ouvidoria para que o caso seja averiguado.
O NRE diz que orientou a direção que analisem a situação do Professor e se houver alguma nova manifestação o caso pode ser apurado. “Caso desejam encaminhar ao NRE para outros encaminhamentos é necessário que a escola envie solicitação”.
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