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Imagem referente a Após tentar mais de 10 milhões de senhas, Polícia Federal não consegue desbloquear celular de Patriota
Foto: Reprodução CM7 Brasil

Após tentar mais de 10 milhões de senhas, Polícia Federal não consegue desbloquear celular de Patriota

O aparelho, um Samsung Galaxy A30 com a tela rachada, permanece um mistério, frustrando os planos de acessar dados que poderiam esclarecer o envolvimento do autodenominado...

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Por Isabella Chiaradia

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Foto: Reprodução CM7 Brasil

A Polícia Federal (PF) enfrentou um obstáculo significativo em uma investigação relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Após testar mais de 10 milhões de combinações de senhas, a corporação não conseguiu desbloquear o celular de Renato Marchesini, um dos detidos nos atos que culminaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes.

O aparelho, um Samsung Galaxy A30 com a tela rachada, permanece um mistério, frustrando os planos de acessar dados que poderiam esclarecer o envolvimento do autodenominado “patriota” nos eventos. A tentativa de quebra de senha foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que busca pistas sobre a participação de Marchesini naqueles atos antidemocráticos.

A PF utilizou o software Cellebrite Premium, uma ferramenta avançada para desbloqueio de dispositivos, gerando um “dicionário” baseado em informações biográficas do suspeito – como nomes, datas e números associados à sua vida. Mesmo assim, nenhuma das combinações funcionou. “Foram testadas cerca de 10 milhões de senhas, mas não foi possível desbloquear o aparelho”, informou o laudo pericial da PF.

O objetivo da investigação era extrair mensagens, fotos, vídeos, contatos e a localização do celular, com foco em 36 termos específicos determinados por Moraes. Entre eles, expressões como “morte ao Xandão” (alusão ao próprio ministro), “invadir os prédios”, “fora Lula” e “Bolsonaro” poderiam indicar planos ou ações relacionadas aos ataques.

No entanto, sem acesso ao conteúdo, a PF respondeu negativamente a cinco das seis solicitações do STF, conseguindo apenas confirmar o modelo do dispositivo. O celular foi devolvido ao setor responsável por cumprir as ordens judiciais, junto com o relatório da tentativa frustrada.

Renato Marchesini, de 42 anos, foi preso logo após os atos de 8 de janeiro, que deixaram marcas de destruição no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no STF. Dez dias depois, ele foi um dos 464 detidos liberados provisoriamente por decisão de Moraes, desde que cumprisse medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, entrega de passaportes, suspensão de porte de armas e afastamento de redes sociais e outros envolvidos.

Apesar da suspeita de participação nos eventos, ainda não há evidências concretas de que ele tenha invadido os prédios ou praticado atos de violência direta. A resistência do celular de Marchesini levanta questões sobre os limites da tecnologia forense e a proteção de dados pessoais, mesmo em investigações de alta relevância.

Enquanto a PF não consegue avançar nessa frente, o inquérito segue em busca de outras provas para determinar o grau de envolvimento do “patriota” em um dos episódios mais graves contra a democracia brasileira recente. O caso continua sob os holofotes, com o STF atento aos desdobramentos que possam surgir de novas diligências.

Fonte: CM7 Brasil

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