
“Popcorn and ice cream”: Bolsonaro arrisca inglês e cita condenados no 8/1
Falando em inglês, Bolsonaro ironizou: “Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil (vendedores de pipoca e sorvete condenados por tentativa de golpe...
Publicado em
Por Diego Cavalcante

Carlos Antônio Eifler, vendedor de pipoca, e Otoniel Cruz, que trabalha vendendo picolé, foram condenados por associação criminosa no contexto dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A dupla ganhou destaque após ser mencionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante um discurso em apoio ao projeto de lei que busca anistiar os envolvidos na invasão das sedes dos Três Poderes.
Falando em inglês, Bolsonaro ironizou: “Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil (vendedores de pipoca e sorvete condenados por tentativa de golpe de Estado, em português)”, numa referência direta a Eifler e Cruz. “Ou seja, sorveteiro e pipoqueiro dando golpe de Estado no Brasil, é uma vergonha”.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ambos integravam uma associação criminosa que teve como desfecho a depredação dos prédios públicos em Brasília. Em depoimento, os dois afirmaram que chegaram à capital federal quando os edifícios já haviam sido invadidos. Eles se dirigiram ao acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, onde permaneceram até serem presos pela Polícia Federal.
De acordo com a PGR, os réus se juntaram a outros manifestantes com o intuito de cometer crimes contra o Estado Democrático de Direito, incitando publicamente as Forças Armadas contra os demais Poderes da República. A acusação destacou que provas colhidas ao longo do processo confirmaram a participação ativa dos dois na organização dos atos antidemocráticos.
Durante o interrogatório, Eifler relatou que saiu de Lajeado (RS) e chegou a Brasília em 8 de janeiro de 2023, pernoitando no acampamento até ser preso. Já Otoniel Cruz saiu de Porto Seguro (BA) e chegou à capital na noite do mesmo dia.
Ambos foram julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no plenário virtual. O relator Alexandre de Moraes foi acompanhado por oito ministros. Apenas dois votaram contra a condenação: Nunes Marques e André Mendonça.
Em seu voto, Mendonça — indicado ao STF por Bolsonaro — argumentou que havia “dúvida razoável quanto à homogeneidade de métodos, intenções e atitudes”, o que comprometeria a tese de associação criminosa apenas pela presença dos acusados no local. Ele também ressaltou que a acusação “não comprovou e sequer indicou de forma clara como exatamente cada um dos presos teria aderido ou participado da associação criminosa e do delito de incitação”.
Com informações da CNN
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou