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Diretor do BC repete em SP que desancoragem é causa de desconforto para o Copom

“Quando a gente coloca o ‘todos’, eu acho que foi um tom a mais reforçando de novo esse papel da desancoragem das expectativas no regime de...

Publicado em

Por Agência Estado

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O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, repetiu nesta segunda-feira, 7, que a desancoragem das expectativas de inflação é uma causa de desconforto a todos os membros do Comitê de Política Monetária (Copom). Isso foi mencionado nas últimas atas justamente para dar ênfase ao tema, explicou.

“Quando a gente coloca o ‘todos’, eu acho que foi um tom a mais reforçando de novo esse papel da desancoragem das expectativas no regime de metas, e enfatizando esse cenário mais desafiador quando você tem expectativas desancoradas, exigindo uma restrição monetária maior, como a gente está vendo agora, e por mais tempo do que seria apropriado se não houvesse essas expectativas desancoradas”, disse o diretor.

Falando no encerramento do evento que premiou os economistas Top 5 do relatório Focus de 2024, Guillen destacou que as expectativas do mercado são “muito relevantes” no sistema de metas. O encontro ocorreu na manhã desta segunda-feira, na sede do BC em São Paulo.

Importância do relatório Focus

O diretor também aproveitou para destacar a importância do próprio relatório Focus. Segundo Guillen, em fóruns com outros bancos centrais, o Focus é sempre destaque. “A gente recebe muito questionamento de outros bancos centrais de tentar fazer sistemas que sejam tão bons quanto o Focus, países desenvolvidos inclusive”, disse.

Guillen afirmou que alguns pontos – como a tempestividade das coletas, as datas críticas, a publicação semanal e a ampla gama de projeções solicitadas e o próprio Top 5, que premia as instituições que mais acertam – ajudam a explicar o sucesso do Focus.

“O escopo das variáveis é muito mais completo do que usualmente se faz numa pesquisa de expectativas. Claro, a projeção de inflação é o nosso mandato e é o que a gente vai sempre olhar com mais cuidado, mas o fato de ter atividade, fiscal, externo, juros, permite você ter uma dimensão de pensar sobre a economia toda, que eu acho que também é muito produtivo”, afirmou o representante do BC.

Cenário ‘extremamente incerto’

O diretor de Política Econômica do Banco Central disse também que a conclusão dos painéis realizados nesta segunda-feira com os economistas premiados no Top 5 do Focus é de que o cenário se tornou “extremamente incerto”, principalmente por causa do cenário internacional.

“A gente estava discutindo como foi o evento do ano passado, em que se discutia que havia uma bifurcação, e nesse agora parece que seria bom se só houvesse dois caminhos, acho que são múltiplas camadas de incerteza”, disse Guillen, no encerramento do evento em SP.

O diretor mencionou diversas incertezas sobre o cenário externo, mencionadas pelos economistas ao longo de três painéis, incluindo o nível efetivo das tarifas norte-americanas que vai permanecer, o seu efeito sobre a inflação e a reação que será adotada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

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