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Alojamento e alimentação perderam mais empregos

“A questão do isolamento social certamente afeta muito, porque esse setor tem essa particularidade da necessidade do contato presencial, especialmente o de alojamento. No caso de...

Publicado em

Por Agência Estado

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O emprego no segmento de alojamento e alimentação foi o mais afetado pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O total de trabalhadores atuando no ramo de alimentação e alojamento caiu 8,39% em maio de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019. O número de empregos já tinha recuado expressivamente no setor em março (-9,66%) e abril (-15,25%).

“A questão do isolamento social certamente afeta muito, porque esse setor tem essa particularidade da necessidade do contato presencial, especialmente o de alojamento. No caso de alimentação você ainda consegue prestar esse serviço por delivery”, justificou Carlos Henrique Corseuil, técnico de Pesquisa e Planejamento da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

Os dados têm como base um extrato da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo IBGE. A Pnad Contínua divulga mensalmente informações do mercado de trabalho referentes a trimestres móveis, mas os pesquisadores do Ipea desenvolveram uma metodologia para tratar as informações e obter os resultados de cada mês.
Além da Pnad Contínua, a análise incluiu dados de admissões e desligamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pedidos do seguro-desemprego e informações de abertura de empresas disponíveis para o Estado de São Paulo.

Segundo o Ipea, o conjunto de medidas para conter a disseminação da pandemia teve forte impacto sobre o emprego especialmente em abril. No emprego formal, a queda no número de trabalhadores ocupados nos meses de pandemia tem sido mais explicada pela forte retração nas admissões do que pelo aumento dos desligamentos.

A segunda maior perda de empregos foi na construção, uma redução de 9,67% no pessoal ocupado em março, seguida por recuo de 14,83% em abril, porém com recuperação de 9,46% em maio, sempre em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

A perda relativa no comércio foi menor em março (-2,84%), abril (-8,49%) e maio (-5,71%), mas a redução final em termos quantitativos é significativamente maior, por ser um setor bastante empregador. O emprego formal se mostrou mais resiliente, principalmente pela eficácia da Medida Provisória 936, que autorizou a redução de jornada e salário para os trabalhadores, explicou Corseuil. “O alcance é impressionante.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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