
Assembleia Legislativa do Paraná debate adulteração de combustíveis e falta de água
Sobre a precificação dos combustíveis, Claudia Silvano, chefe do Procon/PR, esclareceu que o órgão não pode intervir diretamente, respeitando o princípio da livre iniciativa. No entanto,...
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Por Silmara Santos

A Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa do Paraná e Assuntos Municipais se reuniu na última segunda-feira (31) para debater dois assuntos críticos: a disparidade de preços dos combustíveis no estado e os problemas de abastecimento de água, especialmente em Ponta Grossa. O encontro foi presidido pelo deputado Marcelo Rangel (PSD).
Sobre a precificação dos combustíveis, Claudia Silvano, chefe do Procon/PR, esclareceu que o órgão não pode intervir diretamente, respeitando o princípio da livre iniciativa. No entanto, a fiscalização pode ocorrer em relação à composição do produto e à informação sobre a diferença entre etanol e gasolina.
Paulo Fernandes, representante da Paranapetro, explicou as principais adulterações e desvios de conduta no setor de combustíveis. Ele destacou que cerca de 35% do etanol vendido no Paraná é adquirido sem nota fiscal, o que impacta diretamente o preço final do produto. Fernandes também mencionou a prática ilegal de adulteração de combustíveis, que prejudica os empresários que operam de maneira correta.
Rangel prometeu trabalhar na elaboração de uma nova legislação, mais atualizada em relação às penalidades, e buscar soluções para intensificar a fiscalização.
Em relação ao desabastecimento de água em Ponta Grossa, o diretor da Sanepar, Fernando Guedes, explicou os problemas enfrentados e as soluções adotadas. Ele mencionou também as obras em andamento que aumentarão em 30% a captação de água na região.
A reunião também trouxe à tona dados alarmantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que indicam que o crime organizado lucrou R$ 61,5 bilhões com a venda de combustíveis adulterados em 2024. Diante dessas informações, o deputado estadual Tito Barichello (União) anunciou que pedirá a abertura de uma CPI para aprofundar as investigações.
Com informações da Alep.
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