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Imagem referente a Ministério Público investiga cessões suspeitas de imóveis públicos na gestão anterior em Quedas do Iguaçu
Paço Municipal de Quedas do Iguaçu

Ministério Público investiga cessões suspeitas de imóveis públicos na gestão anterior em Quedas do Iguaçu

As suspeitas incluem o uso político desses imóveis, que teriam sido empregados como moeda de troca para beneficiar aliados da administração passada....

Publicado em

Por Redação CGN

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Imagem referente a Ministério Público investiga cessões suspeitas de imóveis públicos na gestão anterior em Quedas do Iguaçu
Paço Municipal de Quedas do Iguaçu

O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) ajuizou uma ação de exibição de documentos contra o Município de Quedas do Iguaçu com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na cessão de imóveis públicos a particulares durante a gestão municipal de 2021 a 2024. A ação, recebida pelo Judiciário local decorre da dificuldade enfrentada pelo MPPR em obter informações solicitadas por meio de ofícios que não foram devidamente respondidos pela administração anterior.

Segundo o pedido, o Procedimento Administrativo foi instaurado na 2ª Promotoria de Justiça de Quedas do Iguaçu a partir de denúncias de moradores sobre cessões de bens públicos sem o devido processo licitatório. As suspeitas incluem o uso político desses imóveis, que teriam sido empregados como moeda de troca para beneficiar aliados da administração passada.

Apesar de recomendação formal expedida pelo MPPR em fevereiro de 2024, orientando o Município a observar a legislação vigente (Leis nº 8.666/1993 e nº 14.133/2021), persistem indícios de que práticas irregulares continuaram a ocorrer. Em um dos casos investigados, um imóvel público teria sido cedido a uma empresa ligada a um investigador da Polícia Civil, como forma de impedir apurações contra o então Secretário de Trabalho, Nilso Telles. A denúncia não avançou por ausência de provas contundentes.

Outro episódio questionado envolve o Contrato nº SIC30/2023, celebrado em 12 de dezembro de 2023 com a empresa “53.101.461 Laysse de Lima Teixeira Fausto”, constituída apenas uma semana antes da assinatura. A representante legal da empresa, Sra. Laysse Fausto, foi posteriormente nomeada como Chefe de Departamento da Prefeitura em outubro de 2024, o que levantou suspeitas sobre favorecimento.

Ainda conforme a ação, mesmo diante da abertura da Notícia de Fato pelo GEPATRIA – grupo especializado na proteção ao patrimônio público –, a Prefeitura teria dificultado reiteradamente o fornecimento das informações requisitadas, chegando a motivar o MPPR a considerar a abertura de um inquérito criminal contra o Procurador Jurídico do Município por desobediência à Lei nº 7.347/1985.

Diante do cenário, o Judiciário reconheceu o fundamento legal do pedido com base no artigo 381 do Código de Processo Civil, que prevê a produção antecipada de provas quando há risco de que a apuração de determinados fatos se torne inviável. A Prefeitura de Quedas do Iguaçu deverá agora apresentar todos os documentos referentes às cessões de imóveis públicos realizadas no período de 2021 a 2024, incluindo matrículas e procedimentos administrativos envolvidos.

O atual prefeito, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2025, não é mencionado diretamente na ação, que se concentra nos atos da administração anterior. No entanto, os desdobramentos da apuração poderão repercutir no atual governo, sobretudo na condução de políticas de transparência e regularização patrimonial.

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