CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Ibovespa recua aos 130 mil pontos no último dia de março, mas avança 6% no mês

Com o desempenho desta segunda-feira, o Ibovespa limitou o ganho de março a 6,08%, não superando, dessa forma, a leitura de agosto passado, quando avançou 6,54%...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O Ibovespa retrocedeu à casa dos 130 mil pontos nesta primeira sessão da semana, com a cautela externa em torno da quarta-feira, 2 de abril, tratada como o “Dia da Libertação” pelo governo norte-americano de Donald Trump, em referência às tarifas recíprocas prometidas nos Estados Unidos para a data. Aqui, o índice da B3 chegou a recuperar a marca dos 131 mil no meio da tarde, sem força para sustentá-la no fechamento, em baixa de 1,25%, a 130.259,54 pontos. Nesta segunda-feira, 31, oscilou dos 130.114,96 aos 131.900,92 pontos, saindo de abertura em nível quase idêntico ao da máxima, então a 131.900,00. O giro financeiro foi a R$ 20,5 bilhões na última sessão do mês.

Com o desempenho desta segunda-feira, o Ibovespa limitou o ganho de março a 6,08%, não superando, dessa forma, a leitura de agosto passado, quando avançou 6,54% e estabeleceu a mais recente máxima histórica, na casa de 137 mil pontos. Até sexta-feira, o índice da B3, em alta superior a 7%, parecia a caminho de seu melhor desempenho desde novembro de 2023, com ganho de 12,54% naquele mês.

Em fevereiro, o Ibovespa teve perda de 2,64%, após progressão de 4,86% em janeiro – que havia sido, até então, o melhor desempenho mensal desde o avanço de agosto passado. No agregado em 2025, o índice subia 2,09% – e agora a conta chega a 8,29%. Em dólar, havia encerrado o segundo mês do ano a 20.756,06 pontos, com a moeda americana então a R$ 5,9163.

Agora, com o dólar à vista a R$ 5,7053 no fechamento de março, em retração de 3,57% no mês, o índice da B3 se recupera a 22.831,32. Dessa forma, em dólar, supera também o nível do fim de janeiro (21.611,03), chegando agora ao maior nível desde o fechamento de setembro, então a 24.198,04.

“Iniciamos março com o mercado já atento a incertezas, movendo-se de forma lateral. Mas, no decorrer do mês, a alta foi bem expressiva na B3, descolando o Ibovespa do exterior”, observa Fernando Cesar, especialista em investimentos na WIT Invest. Ele destaca o setor bancário, de peso e liquidez, como um dos pontos altos da bolsa brasileira em março, mês em que ocorreu uma rotação de ativos em escala global a partir da correção em Nova York. Em março, Itaú PN subiu 8,24% e os ganhos acumulados em Bradesco chegaram a 12,92% na PN e a 9,66% na ON.

Por lá, os ativos estavam com preços esticados e foram afetados pela expectativa de que a economia americana venha a desacelerar, e com inflação ainda em nível importante, em meio às iniciativas protecionistas de Trump. Assim, em Nova York, setores de crescimento, como o de tecnologia, estiveram entre os mais punidos no ajuste em curso: no mês, o Nasdaq retrocedeu 8,21%, enquanto a correção no índice amplo, S&P 500, ficou em 5,75% e no tradicional Dow Jones, em 4,20%.

Na sessão, os investidores monitoraram de perto os desdobramentos em torno das políticas comerciais internacionais, e os potenciais impactos na economia brasileira, aponta Inácio Alves, analista da Melver, ao justificar a abordagem cautelosa no mercado neste começo de semana, à espera do “fato”: as tarifas recíprocas prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira de apreensão global.

Na agenda doméstica, ele destaca o Relatório Focus, divulgado de manhã pelo Banco Central. A leitura do mercado manteve, nesta semana, a projeção da inflação oficial pelo IPCA para 2025 em 5,65% – acima, portanto, do centro da meta, de 3%, estabelecida para o ano e do teto da faixa de variação tolerada, de 4,5%. Alves observa também que a estimativa para o crescimento do PIB foi reduzida pela terceira semana consecutiva, passando agora de 1,98% para 1,97%, enquanto a previsão para o dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,95 para R$ 5,92.

Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, Pão de Açúcar (+13,60%), Minerva (+1,77%) e TIM (+1,29%). No lado oposto, CVC (-6,19%), Vamos (-6,00%) e Marcopolo (-5,26%). Vale ON caiu nesta segunda 1,49% e Petrobras fechou o dia em baixa de 0,61% na ON e de 0,72% na PN. No mês, a ação da mineradora subiu 6,82% e as da petroleira avançaram 4,53% (ON) e 3,42% (PN).

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN