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Ibovespa cai 0,12% de olho em quadro fiscal e antes de agenda ganhar força

Em evento no período da manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a dizer que o gasto público brasileiro triplicou em 20 anos, citando a...

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Por Agência Estado

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A alta das bolsas internacionais e das commodities é insuficiente para empolgar o Ibovespa, após ter subido 2,63% na semana passada. O temor renovado com o quadro fiscal brasileiro abre espaço para algum ajuste do principal indicador da B3, em meio ao avanço dos juros futuros e do dólar. Além disso, a agenda da semana requer cautela.

Em evento no período da manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a dizer que o gasto público brasileiro triplicou em 20 anos, citando a entrada de penduricalhos. Segundo ele, quando houver “juros mais compatíveis”, o arcabouço fiscal pode melhorar sem mexer na arquitetura.

“Temos que mudar a estrutura dos gastos públicos sem mexer na arquitetura do arcabouço”, insistiu o ministro da Fazenda, reforçando que “vamos continuar perseguindo a meta fiscal porque entendemos que esse é o caminho”, disse ele, em evento realizado na capital paulista pelo jornal Valor Econômico.

Nesta manhã os índices das bolsas em Nova York têm elevações firmes, com o Nasdaq subindo quase 2,00%, por esperanças de que a plano de tarifas recíprocas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja menos agressivo do que o temido. O governo brasileiro disse que vai esperar o próximo dia 2 para ver como agir, afirmou hoje o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Antes disso, a semana reserva uma série de indicadores econômicos no exterior e no Brasil. Lá fora, destaque à leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) americano do quarto trimestre e o índice de inflação PCE do país relativo a fevereiro.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará a ata sobre a decisão de juros da semana passada na terça-feira. Ainda serão informados o IPCA-15 de março e o novo Relatório de Política Monetária (RPM), substitui o Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Nesta segunda-feira, o boletim Focus mostrou que a estimativa intermediária para o IPCA de 2025 arrefeceu pela segunda semana seguida, de 5,66% para 5,65%. Ainda assim está 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. “A mediana das expectativas para o IPCA de 2025 teve mais uma ligeira baixa, mas a mediana para 2026 voltou a subir, para 4,5%, reforçando o cenário de distanciamento das expectativas em relação à meta de 3%”, alerta Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, em relatório.

Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,30% e terminou aos 132.344,88 pontos. “Investidores voltaram a comprar pechinchas, notadamente os estrangeiros e as commodities também retomaram o processo de alta apesar das incerteza reinantes no mundo”, diz Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, em nota.

Às 11h24, o Ibovespa caía 0,12%, aos 132.183,85 pontos ante mínima aos 131.610,18 pontos (-0,56%), depois de subir 0,06%, na máxima aos 132.424,43 pontos.

Vale tinha alta de 0,87%, puxando todo o setor metálico, em dia de ganhos de 2,43% do minério de ferro em Dalian. Petrobras viravam para cima: 0,16% (PN) e 0,25% (ON). Investidores monitoram a informação de greve de advertência por 24h na quarta-feira na estatal pelos petroleiros filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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