PGFN: dos R$ 61 bi recuperados em 2024, um terço foi por soluções que reforçam consensualidade

“Implementada em 2020, essa política pública tornou-se um marco nas estratégias de recuperação fiscal, consolidando-se como uma solução tanto para a conformidade tributária quanto para a...

Publicado em

Por Agência Estado

Dos R$ 61,3 bilhões recuperados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no ano passado, R$ 20,7 bilhões ou aproximadamente um terço do montante foi obtido por meio de soluções que reforçaram a consensualidade, informa a “PGFN em Números 2025 – Dados 2024”, documento que a instituição lança nesta quarta-feira, 19, em São Paulo. Essas soluções se deram em especial por meio de transações tributárias.

“Implementada em 2020, essa política pública tornou-se um marco nas estratégias de recuperação fiscal, consolidando-se como uma solução tanto para a conformidade tributária quanto para a redução da litigiosidade”, afirma a PGFN.

Isso porque o mecanismo estabelecido pela Lei Nº 13.988/2020 oferece condições diferenciadas para a quitação dos débitos tributários, considerando tanto a capacidade de pagamento do devedor quanto o grau de recuperabilidade do crédito, resultando em um processo de cobrança mais equitativo e eficiente.

Outra iniciativa estratégica que vem contribuindo para a recuperação, de acordo com a PGFN, é a plataforma “Comprei”. Esse sistema de negócios da União, gerenciado pela PGFN, viabilizou aproximadamente R$ 1,04 bilhão no ano passado. Em seu segundo ano em operação, a solução permitiu a venda direta de bens oferecidos à União como garantia ou penhorados em processos judiciais.

Atualmente, a plataforma disponibiliza mais de mil imóveis ativos para negociação, o que representa menos de 2,5% do acervo total de penhoras imobiliárias sob gestão da Procuradoria.

O relatório também evidencia como a PGFN fomentou políticas públicas e garantiu serviços essenciais através de ações estratégicas de conformidade fiscal. Em 2024, o órgão viabilizou a regularização de mais de R$ 3,7 bilhões em dívidas de concessionárias públicas, assegurando a devida certificação das prestadoras e, consequentemente, a continuidade de serviços fundamentais, como saneamento básico e fornecimento de energia elétrica.

Acordos firmados com as empresas aéreas Gol e Azul para regularizar dívidas previdenciárias e discais de R$ 7,5 bilhões representaram a possibilidade de superação da situação transitória de crise econômico-financeira das companhias e contribuem para a retomada de crescimento do setor.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X