
Inflação de fevereiro tem maior alta em 22 anos; Preço de ovos e café disparam
O setor de alimentos e bebidas apresentou inflação de 0,7% no mês, com destaque para a alimentação dentro de casa, que teve alta de 0,79%. Apesar...
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Por Diego Cavalcante

O mês de fevereiro registrou a maior inflação para o período em 22 anos, impulsionada pelo aumento nas contas de luz, no preço dos alimentos e no reajuste das mensalidades escolares, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor de alimentos e bebidas apresentou inflação de 0,7% no mês, com destaque para a alimentação dentro de casa, que teve alta de 0,79%. Apesar do avanço, o ritmo de aumento desacelerou em relação a janeiro, quando a alta foi de 1,07%.
Entre os itens que mais pesaram no bolso dos consumidores, o ovo de galinha subiu 15,4%, enquanto o café moído teve aumento de 10,8%. No grupo das frutas, a melancia (+13,53%) e o mamão (+11,7%) registraram elevações expressivas, ultrapassando os dois dígitos.
De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, o café tem enfrentado problemas na safra desde janeiro, o que tem pressionado os preços. Já o aumento no valor do ovo se deve à maior demanda com o retorno às aulas e ao crescimento das exportações, impulsionado pela escassez do produto nos Estados Unidos devido à gripe aviária. Além disso, o calor intenso tem afetado a produção, reduzindo a oferta.
Por outro lado, alguns itens essenciais ficaram mais baratos, aliviando a alta geral dos alimentos. O arroz (-1,61%), o feijão carioca (-3,33%) e o feijão preto (-5,36%) registraram queda nos preços. A batata-inglesa (-4,1%), o óleo de soja (-1,98%) e o leite longa-vida (-1,04%) também contribuíram para suavizar o impacto da inflação no setor.
Refeições fora de casa sobem menos
A alimentação fora de casa também teve alta, mas em um ritmo menor do que no mês anterior. O aumento de 0,47% ficou abaixo da variação de janeiro (0,67%), influenciado pela desaceleração nos preços do lanche (0,66%) e da refeição (0,29%), que haviam subido 0,94% e 0,58% no mês anterior, respectivamente.
Mensalidades escolares pressionam inflação
Os custos com educação foram um dos principais fatores de alta no IPCA de fevereiro, registrando variação de 4,7%. Esse foi o maior impacto nominal no índice oficial de inflação do mês, contribuindo com 0,28 ponto percentual.
O reajuste das mensalidades escolares, típico do início do ano letivo, puxou essa alta. O ensino fundamental liderou os aumentos, com alta de 7,51%, seguido pelo ensino médio (7,27%), pré-escola (7,02%), creche (5,28%) e ensino superior (4,11%).
Com isso, a inflação de fevereiro reforça o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias, evidenciando o impacto do aumento dos custos de energia, alimentação e educação.
Com informações do UOL
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