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Asfixia mecânica interna por afogamento: Veja denúncia do Ministério Público no caso Isabelly

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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A CGN teve acesso a denúncia do Ministério Público do Paraná contra a madrasta da pequena Isabelly de Oliveira Assumpção, de 3 anos, a qual morreu afogada em um apartamento localizado na Rua Manaus, no Bairro Country, em Cascavel.

O Ministério Público do Estado do Paraná denunciou Suzana Bazar dos Santos, de 36 anos, pelo homicídio qualificado da enteada, no dia 7 de maio de 2022. Segundo a denúncia apresentada à 1ª Vara Criminal do município, a acusada teria agido com dolo eventual ao provocar a morte da criança por afogamento dentro de uma máquina de lavar roupas.

De acordo com as investigações, Suzana teria colocado um banco em frente à máquina de lavar cheia de água, depositado brinquedos dentro do eletrodoméstico e posicionado a criança sobre o banco. Em seguida, deixou a menina sozinha no local, resultando em sua queda e consequente afogamento. O laudo de necropsia confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento.

A Promotoria aponta que o crime foi motivado por ciúmes e sentimento de posse, uma vez que a acusada acreditava que a presença da criança atrapalhava o relacionamento dela com o pai da vítima, Alex dos Santos Assumpção.

Conforme o promotor, Tiago Trevizoli Justo, o homicídio foi qualificado por motivo torpe, meio cruel e por ter sido cometido contra uma menor de 14 anos no contexto de violência doméstica.

O Ministério Público requer a citação da acusada para apresentação de defesa e a condenação ao pagamento de indenização mínima à família da vítima.

Assim agindo, a denunciada SUZANA BAZAR DOS SANTOS incorreu nas disposições do artigo 121, §2º, incisos I, III, VI c/c §2º-A, c/c §7º, inciso II, todos do Código Penal, razão pela qual o Ministério Público oferece a presente denúncia, que espera seja recebida e autuada, citando-se o denunciado para a defesa e processando-se o feito pelo rito dos crimes dolosos contra a vida (artigos 406 e seguintes do Código de Processo Penal).

O caso segue para julgamento.

Resumo do que aconteceu

Quem era Isabelly de Oliveira Assumpção e como ela morreu?
R: Isabelly de Oliveira Assumpção era uma menina de 3 anos e 7 meses que morreu afogada no dia 7 de maio de 2022, após cair dentro de uma máquina de lavar roupas em um apartamento no Bairro Country, em Cascavel.
O que aconteceu no dia da morte de Isabelly?
R: No dia 7 de maio de 2022, Isabelly estava em casa com a madrasta e outras crianças. Ela brincava em frente a uma máquina de lavar cheia de água, quando caiu dentro do eletrodoméstico e se afogou. Apesar dos esforços dos socorristas, a menina não resistiu.
Quem era responsável por Isabelly no momento do acidente?
R: A responsável por Isabelly no momento do acidente era a madrasta, Suzana Bazar dos Santos, que estava cuidando da menina enquanto o pai trabalhava.
Como a madrasta teria contribuído para o acidente?
R: Segundo as investigações, a madrasta colocou um banco em frente à máquina de lavar cheia de água, colocou brinquedos dentro do eletrodoméstico e posicionou Isabelly sobre o banco. Em seguida, deixou a menina sozinha no local, o que resultou na queda e afogamento.
Qual foi a causa oficial da morte de Isabelly?
R: O laudo do IML confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento, sem sinais de agressão ou violência física.
Por que a madrasta foi denunciada pelo Ministério Público?
R: O Ministério Público do Paraná denunciou Suzana Bazar dos Santos por homicídio qualificado, alegando que ela teria agido com dolo eventual ao assumir o risco de provocar a morte da criança ao deixá-la sozinha em situação de perigo.
Quais motivos teriam levado a madrasta a agir dessa forma, segundo a Promotoria?
R: A Promotoria apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes e sentimento de posse em relação ao pai de Isabelly, já que a madrasta acreditava que a presença da criança atrapalhava seu relacionamento.
Como foi a reação da família de Isabelly após a tragédia?
R: A família ficou devastada com a perda, realizou homenagens emocionantes e clamou por justiça e respostas sobre o que realmente aconteceu com Isabelly.
O que aconteceu durante as investigações iniciais?
R: A Polícia Civil ouviu o pai, a madrasta e testemunhas, tratou o caso inicialmente como acidente doméstico, mas abriu inquérito por homicídio culposo devido à possível negligência no dever de cuidado.
A madrasta chegou a ser presa durante as investigações?
R: Durante boa parte do processo, a madrasta respondeu em liberdade, inclusive prestando depoimentos à polícia acompanhada de advogados.
Que repercussão o caso teve na cidade e na mídia?
R: O caso gerou grande comoção em Cascavel e na região, com manifestações públicas, missa de sétimo dia, homenagens e pressão por respostas das autoridades.
O que foi descoberto sobre o comportamento da madrasta antes da tragédia?
R: Um áudio divulgado mostrou a suposta madrasta reclamando da convivência com a criança, expressando ódio e dizendo que precisava tirá-la de sua vida, mas a defesa alegou que o conteúdo não era direcionado à Isabelly.
Quem retirou Isabelly de dentro da máquina de lavar?
R: Foi a enteada de 14 anos da madrasta quem retirou Isabelly de dentro da máquina de lavar após perceber o sumiço da menina.
Como terminou o julgamento da madrasta de Isabelly?
R: Em junho de 2026, quatro anos após a morte, a madrasta foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte, com pena de 8 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado.
Por que a condenação não foi por homicídio qualificado?
R: O juiz desclassificou a acusação de homicídio qualificado para abandono de incapaz com resultado morte, considerando as circunstâncias do caso.
A família de Isabelly ficou satisfeita com a sentença?
R: A família ficou satisfeita com a responsabilização da madrasta, mas a acusação pretende recorrer para tentar enquadrar o crime como homicídio qualificado.
Quais as próximas etapas do processo judicial?
R: A assistente de acusação informou que pretende recorrer da sentença para buscar uma condenação por homicídio qualificado, o que pode alterar a pena e o enquadramento criminal.
Qual foi o argumento da defesa da madrasta?
R: A defesa da madrasta alegou que todos são vítimas de uma fatalidade, que não houve intenção e que a acusada colaborou com as investigações.
Como a sociedade reagiu ao caso Isabelly?
R: O caso causou forte indignação, mobilização social, homenagens e protestos por justiça, além de grande repercussão na mídia local e regional.
O que torna o caso Isabelly tão chocante e relevante?
R: A morte trágica de uma criança pequena em circunstâncias suspeitas, o envolvimento de uma madrasta, denúncias de ciúmes e a longa busca da família por justiça tornaram o caso um dos mais impactantes e debatidos da região.

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