Moedas Globais: dólar opera em queda ante moedas fortes com adiamento de tarifas e BCE

O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de 0,23%, a 104,062 pontos, ganhando fôlego ao longo...

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Por Agência Estado

O dólar em queda ante outras moedas fortes, em dia de grande volatilidade, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar pausa de um mês na aplicação de tarifas sobre alguns produtos importados do México e do Canadá, mas ainda manter a intenção de impor tarifas recíprocas, que deve ter início no mês que vem. Pela manhã, o euro se fortaleceu frente à moeda americana em meio à disposição da Alemanha em afrouxar seu controle fiscal a fim de intensificar os gastos com defesa. O dia foi marcado ainda pelo corte nas taxas de juros do Banco Central Europeu (BCE) e comentários cautelosos da presidente do BC, Christine Lagarde, sobre o impacto dos gastos para a dinâmica dos preços.

O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de 0,23%, a 104,062 pontos, ganhando fôlego ao longo do dia, com a moeda americana recuando a 147,83 ienes, o euro perto da estabilidade, a US$ 1,0793, assim como a libra, a US$ 1,2884 neste fim de tarde.

O peso mexicano e o dólar canadense se fortaleceram após Trump confirmar o adiamento das tarifas sobre alguns produtos importados dos países. Neste fim de tarde, a moeda americana caía a 20,2978 pesos mexicanos e a 1,4310 dólares canadenses.

Pela manhã, o BCE reduziu suas principais taxas de juros em 25 pb em meio a sinais de que a inflação na zona do euro segue relativamente sob controle. A instituição elevou suas projeções para a inflação e reduziu as previsões de crescimento econômico. A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que “a alta incerteza traz dificuldades para a zona do euro”.

O ING avalia que o dólar cedia nesta manhã também diante de uma menor importância dada por investidores ao protecionismo americano, considerando ainda força do euro após o anúncio fiscal alemão. A Capital Economics aponta que, apesar da perspectiva de tarifas mais altas dos EUA sobre importações da UE normalmente enfraquecer o euro ante o dólar, “estamos revisando para cima nossa projeção até o fim de 2025, de paridade para US$ 1,05/euro”.

A lira turca também ganhou força ante o dólar logo após o BC da Turquia cortar a taxa básica de juros em 2,5 pontos porcentuais, a 42,5%.

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