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SAMU realiza parto e reanima bebê que nasceu sem sinais vitais

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A equipe Alfa 1 foi rapidamente acionada e se dirigiu à residência de Fernanda, onde encontraram uma situação crítica.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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Um plantão da equipe do Samu ficará marcada na memória dos profissionais da saúde após um parto de extrema emergência. Por volta das 23h56, a central do SAMU recebeu uma ligação que mudaria a noite de todos: “Minha bolsa rompeu!”, disse a gestante Fernanda, do bairro Alvorada em Pato Branco, ao telefone. Ela estava com 38 semanas de gestação e, naquele momento, a pequena Kelita já dava claros sinais de que estava pronta para nascer.

A equipe Alfa 1 foi rapidamente acionada e se dirigiu à residência de Fernanda, onde encontraram uma situação crítica. O parto precisou acontecer ali mesmo, sem tempo para chegar ao hospital. O que complicou ainda mais a situação foi que a bebê estava em posição pélvica, o que representa um desafio adicional para o parto. Mas o maior obstáculo veio logo após o nascimento de Kelita: ao sair do ventre materno, a pequena não apresentava sinais vitais.

Foi um momento de tensão e desespero para todos. A equipe médica, liderada pelo Dr. Rodrigo Aloacyr, iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, trabalhando incansavelmente por quase dois minutos. O relógio parecia parar, mas foi quando o primeiro choro de Kelita ecoou pela sala que a emoção tomou conta de todos os presentes. O choro da bebê foi o sinal de que o milagre da vida havia acontecido.

“Uma das experiências mais difíceis e emocionantes dos meus 20 anos de profissão”, afirmou o Dr. Rodrigo Aloacyr, médico da equipe, que não escondeu a gratidão ao ver a pequena Kelita começar a respirar. “Foi um parto pélvico em casa, com a bebê sem sinais vitais. Mas com esforço, dedicação e fé, conseguimos trazê-la à vida, sem sequelas!”

A enfermeira Denielly Arruda, que também estava na cena, compartilhou seu sentimento ao ver o choro da bebê: “Pense no apuro! Mas no final deu tudo certo! Quando ela esboçou um chorinho, eu chorei junto!”

Já o condutor Alaércio Firmo, que completava cinco anos de SAMU naquele dia, relatou a experiência de maneira emotiva: “Uma experiência única! No dia em que completei 5 anos de SAMU, vivi um momento inesquecível. O Dr. Rodrigo foi um gigante na cena, e com a ajuda do homem lá de cima, fomos abençoados com o choro da pequena. Jamais vou esquecer!”

Hoje, Kelita e a mamãe Fernanda estão em casa, plenas e felizes, deixando para trás o susto e a tensão daquela noite. A equipe do SAMU, composta por profissionais comprometidos e dedicados, foi fundamental para garantir que esse momento terminasse com um final feliz.

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